quarta-feira, 16 de setembro de 2009

UMA GESTÃO EM BUSCA DA EXCELÊNCIA


Não pretendo tornar-me recorrente, mas, no que se refere à nova gestão municipal, parece-me de bom alvitre trazer à opinião pública as pretensões da equipe formada pela Prefeita de Natal, a empresária Micarla de Souza, que, apesar das dificuldades conjunturais, segura sua batuta com maestria e tem demonstrado muita garra no enfretamento das dificuldades que este município tem demonstrado, nesses primeiros momentos da nova administração.
De repente, nos deparamos com um “slogan” todo dia é dia. Dia de FEIRA DO BAIRRO.
De fato, as feiras livres, desde minha infância, me chamavam a atenção, onde quer que elas estivessem acontecendo. A primeira que conheci, obviamente, foi a feira de Macaíba, que concentrava boa parte da produção regional. Não me dava conta de sua desorganização, pois que, para mim, não existiam parâmetros para comparar. Seu modelo me parecia natural, normal. Um evento semanal que compunha a vida da cidade.
Com o passar do tempo, passei a conhecer quase todos os feirantes e a muitos deles me afeiçoei, principalmente aqueles que eram clientes da loja de meu pai, na Rua Dr. Pedro Velho, n° 42, no centro da cidade de Macaíba.
Já adolescente, visitei outras cidades e foi no Rio de Janeiro que me deparei com uma feira livre, algo parecida com a de Macaíba, exatamente na Praça Serzedelo Correia, em Copacabana. Foi ai que me perguntei, qual a origem das feiras livres e por que eram tão parecidas entre si, apesar das distâncias que as separavam, no espaço e no tempo? Resolvi pesquisar. Como resposta, obtive a informação de que foram os excedentes de produção de coisas distintas que motivaram as primeiras feiras livres e que se firmaram a partir da Idade Média. Centenas de anos se passaram e as feiras livres ainda existem, apesar da modernização dos mercados. Ví feiras na Europa com as mesmas características das feiras existentes no Brasil. Na Holanda, na Alemanha, na França, na Bélgica. Ví uma feira livre, denominada Feira da Pulga, em toda a Europa, feiras essas que ocupam ruas inteiras, com quase dois quilômetros, como em Amsterdã.
Mas, entrar numa feira em qualquer parte do mundo, nos transmite a sensação de que estamos num lugar bastante conhecido, pois que guardam, todas elas, a mesma aparência de amontoado, de desorganização, de perigo etc. Porém, de certo tempo para cá, as feiras livres, têm mudado de aparência. Estão mais organizadas, mais disciplinadas, mais limpas, higienizadas e o Estado de São Paulo tem-nos dado esse exemplo. Faz pouco tempo, visitei uma Feira Livre em São Paulo, no bairro do Horto, Zona Norte, com a qual fiquei maravilhado, principalmente pela arrumação das mercadorias ofertadas, principalmente as frutas, muito bem acondicionadas em bandejas uniformes, feirantes uniformizados, enfim, um ambiente que nos brindava com uma sensação de bem-estar.
Quando me falaram sobre o projeto visando as mudanças nas feiras livres em Natal, tomei interesse em conhecer tais proposições e apesar de recentemente cirurgiado de uma catarata, fui assistir a uma exposição, feita no auditório da FECOMERCIO/RN, com a presença do Presidente da instituição, Sr. Marcelo Fernandes de Queiroz e da Prefeita de Natal, Empresária Micarla de Souza, cujo conteúdo nos empolgou como cidadão.
A justificativa foi bem embasada, principalmente no que diz respeito a itens que exigem mudanças e, sem dúvidas, a interferência do Poder Municipal, tais sejam: o atendimento, a higiene, a qualidade da mercadoria ofertada, a segurança, a acessibilidade. O enfoque sobre a necessidade de trabalhar a educação ambiental e, como conseqüência, a cultura de seus freqüentadores é outro ponto de muita importância para a cidade. Outro aspecto interessante que foi apontado, é o de viabilizar uma melhor condição de trabalho e a relação freguês x feirante.
Quanto às mudanças, o projeto registra alguns itens pontuais, a saber: elaboração de um projeto de lei, para legitimar a ação da municipalidade; criar, em cada feira, uma associação de feirantes; tratar da padronização das barracas; traçar e promover um estudo sobre segurança; manter uma representação da SEMSUR nas 22 (vinte e duas) feiras que se realizam nesta capital; estabelecer em cada uma delas, um horário de funcionamento; criar uma cartilha para os feirantes e orientadores; criar uma cooperativa para os feirantes; estabelecer um número menor de bancas, visando a adequação dos espaços na área utilizada; construir um pórtico para cada feira; proceder à setorização dos produtos; manter absoluta higiene; criar um cadastramento de fornecedores e promover a capacitação dos feirantes e do pessoal de apoio.
Quero, neste espaço, aplaudir a iniciativa da Prefeita Micarla de Souza e sua equipe, no que pertine ao projeto TODO DIA É DIA de FEIRA.
PARABÉNS MICARLA! PARABENS, MESMO, PELA GESTÃO EM BUSCA DA EXCELÊNCIA

JANSEN DOS LEIROS

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Missão corporativa


Para os gestores que pensam e têm como objetivo o sucesso empresarial, parece-nos de vital importância a construção de um projeto, visando a harmonia do corpo de colaboradores em busca de uma coesão corporativa.
Para a elaboração de um trabalho desse naipe, o gestor, deve esboçar seu projeto de forma a adequar o perfil de cada funcionário à consecução dos objetivos finais..
Esse procedimento, na medida em que se deparar com alguns óbces, os quais podem surgir em decorrência de causas não previstas, poderá levar o gestor a tomar certas medidas não programadas e que venham obstacular o andamento do projeto em curso, principalmente porque podem afetar o corpo de colaboradores, não afinado com o pensamento corporativo
A missão corporativa, assim, está relacionada com o direcionamento da empresa, em face de seus funcionarios ou colaboradores, cujos esforços devem estar voltados para o sucesso empresarial.
Qual é o nosso negócio? Quem é o cliente? O que tem valor para o cliente? O que se pretende proporcionar de beneficios aos nossos clientes ?
A Missão corporativa deve responder a essas perguntas, aparentemente simples, mas que fazem a diferença nas gestões, na medida em que elas são construídas a partir de um ambiente conscientemente trabalhado em razão dos objetivos do projeto. Exemplo : A Missão da Perdigão é: "atender consumidores e clientes com soluções diferenciadas".
Vejam só! Questiona-se, nessa matéria, o que pode gerar satisfação entre colaboradores e gestores de determinado segmento? A experiência dos que comandam as empresas bem sucedidas, nos permite afirmar que é a formulação da missão projetada por meio de uma declaração, breve e concisa, pode gerar um senso de propósito comum, envolvendo toda a organização, alicerçando a coesão dos esforços e proporcionando directrizes nas quais se enbasarão as decisões tomadas, não só no que pertine à condução do trabalho efetivo, mas, também, quanto à priorização de recursos a serem alocados no futuro.
No entanto, declarações mal contruídas, especialmente aquelas que não oferecem nada além de palavras vazias, sem sontexto, podem causar mais mal do que despertando a ironia de funcionários, de gerentes e até de clientes.
O impulsos bem alicerçados na vontade firme e verdadeira, promovem projetos mais bem estruturados e de alcance a longo prazo. Eles tem a força de projetar missões bem elaboradas, de longo alcance, de horizontes mais amplos. Missões que buscam atender às necessidades da clientela, da sociedade como um todo e, especialmente do gestor e dos funcionários tem sempre, como força emuladora a parceria corporativa.
Então, para se traçar uma Missão Corporativa, há de serem fixadas algumas vigas mestras, tais como: 1) A vontade estratégica, ou a projeção de onde a empresa estará num futuro próximo; 2) Estabelecer os valores éticos da empresa e fixar os parâmetros morais para guiar as operações; 3) Trabalhar metas e estabelecer, consciencialmente, a diferenciação entre aquela empresa e as demais concorrentes. 4) Repassar de forma convincente aos funcionários o perfil da organização, o porquê de sua existência. 5) Identificar os clientes-alvo que a empresa necessita atender, bem assim as necessidades desses clientes. 6) Posicionar os funcionários quanto ao conceito da empresa no mercado; 7) Fazer com que os funcionários sintam-se coesos com o bloco gestor.


Jansen dos Leiros

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Planejamento estratégico e interação

As empresas modernas estão-se alinhando num processo relativamente cauteloso, porém contínuo, no sentido de buscar melhores conhecimentos sobre as técnicas de planejamento estratégico.
A razão principal dessa busca diz respeito à necessidade de cada empresa de adequar-se, no campo competitivo, para o enfrentamento na disputa dos mercados.
Stricto sensu, planejamento estratégico é um processo ou um mecanismo gerencial, com caráter sistemático, que diz respeito à formulação de objetivos para a seleção de programas de ação e para sua execução, levando em conta as condições internas e externas do segmento a que pertence a emprersa, bem assim a evolução esperada.
E, ajustando-se a essa linha de pensamento, cada gestor carece de proceder a dignósticos no corpo de sua empresa, definindo os perfis de quantos a compõem, isto é, dos colaboradores existente. Traçar os perfis adequados à execução da estratégia. Cotejar os existentes em razão dos necessários e, efetivado esse trabalho de seleção, capacitação, qualificação (com ou sem, necessariamente, habilitação) e, definidos os objetivos da estratégia escolhida, partir para a execução de seu PLANEJAMENTO.
Em outras oportunidades, falando sobre esse mesmo tema, já dissemos que, no decorrer deste processo, é realizada uma análise sistemática dos pontos fortes e fracos da empresa, e das oportunidades do meio ambiente com o intuito de estabelecer os objectivos, as estratégias, assim como ações que possibilitem um aumento da competitividade. Nesse momento do início da execução, há de se pensar, de maneira muito técnica, no mecanismo da interação dos colaboradores, dos setores que compõem a empresa, sob pena de todo o planejamento traçado, colocado na prancheta, não alcançar os fins desejados.
É que a interação impõe o ajuste dos valores pessoais, pois implica em relação humana, na compreensão, no desejo de ajudar, de acertar, de trabalhar em conjunto. Tudo em razão de uma bandeira erguida em favor da empresa. É o vestir da camisa, formando uma unidade, conjunturalmentre coesa.
Uma gestão bem orientada, há de considerar premissas básicas que devem ser respeitadas, a fim de que todo o processo tenha sustentação e mecanismos de coerência palpáveis.
Cabe ao gestor, dirigente do procedimento estratégico, fixar o elenco das orientações definidas para que sua empresa possa modificar, melhorar ou fortalecer a sua posição face à concorrência.
O gestor há de estar consciente de suas ferramentas de apoio à gestão da qual é o timoneiro, visando o desenvolvimento futuro de seu empreendimento, especificando a forma, a maneira e o tempo necessário à sua execução.
Para tanto, o gestor deve tornar realidade alguns pressupostos impressindíveis ao seu comando, tais sejam:
· Que todos estejam envolvidos e que possuam uma visão global do planejamento estratégico.
· Que todos devam estar motivados e que entendam seu papel no planejamento estratégico.
· Que todos devam entender os conceitos contemplados no planejamento estratégico.
Assim, todo aquele que deseja ou sonha modernizar sua gestão, há de mergulhar fundo no estudo desses mecanismos que se estruturam em estratégias programáticas, tendo como objewtivo principal o alcance da excelência da gestão.

Jansen dos Leiros

quarta-feira, 8 de julho de 2009

PROCESSO GERENCIAL MODERNO


Convencionou-se chamar de processo gerencial moderno, aquilo que, de fato, é um mecanismo de planejamento estratégico, contínuo e sistemático, objetivando estabelecer uma seleção de ações programáticas, para as quais deve-se fixar uma planilha de execução, adequando as condições internas e externas da empresa ou órgão gerido, com vistas à excelência perseguida.
Existem elementos pontuais que devem ser previamente demarcados, estabelecidos e definidos, a fim de que se possa por na prancha de execução o processo gerencial escolhido pelo gestor ou gestores.
Para tanto, hão de ser levadas em conta as conjunturas do meio ambiental, bem assim uma análise acurada dos pontos fortes e fracos da empresa, visando sua adequação para o crescimento da competitividade.
É evidente que essas premissas estão embasadas em dois pontos importantes para o sucesso do planejamento: a coerência de sua estratégia e sua capacidade de sustentação. Além desses, outros pontos são fulcrais para o êxito do trabalho gestor: a flexibilidade para modificar os procedimentos, melhorá-los ou fortalecê-los, em razão dos objetivos estabelecidos.
Isto implica em dizer que o gestor ou sua equipe gestora deve estar sempre atento, ou atenta, a fim de que, se necessário, possa flexibilizar ou contemporizar, utilizando as ferramentas necessárias aos ajustes, ou adequações à execução do planejamento estratégico, com vista ao crescimento da empresa ou do órgão gerido.
Talvez estejamos teorizando, ou meramente, verbalizando teoria. Porém é certo que, para o sucesso da gestão que busca a excelência, é pontual que sejam cumpridos alguns pressupostos, tais sejam: a) visualizar e interiorizar uma visão global da estratégia programada; b) ter a motivação e o envolvimento imprescindíveis à tarefa pertinente à busca projetada; c) conscientizar os conceitos inseridos no planejamento estratégico e vivê-los; d) definir uma missão corporativa (aliás imprescindível ao sucesso desejado) e) por fim, corporativamente darem-se as mãos, ombro a ombro, lado a lado para ascenderem ao pódio da excelência. Anotem estes lembretes.

Jansen dos Leiros.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

ALTERAR PARA NÃO FENECER

No que pertine ao fluxo dos transportes urbanos, do ir e vir dos veículos pesados, em face da Lei n° 256/08, editada e promulgada, mesmo que esteja, ainda, sem regulamentação, alguns são os aspectos pelos quais devem ser vistos os problemas hoje vividos pela cidade do Natal,
Em primeiro plano, há de ser enfocada a necessidade de serem atendidos os reclamos das empresas comerciais e industriais desta capital, no que pertine à alimentação de seus estoques, à distribuição das mercadorias vendidas, o parqueamento dos veículos pesados, suas manobras em razão de sua tonelagem, enfim, em face aos transtornos inevitáveis causados pelo fluxo dessas viaturas, e da imprescindibilidade desses serviços à vida da cidade.
Não pode ser esquecido, também, que a cidade nasceu entre as dunas, o rio Potengi e o mar, condição que dificultou, de certo modo, seu traçado urbanístico e, principalmente o planejamento do fluxo urbano e o mapeamento de suas entradas e saídas.
Se olharmos com atenção, a entrada principal é a BR 101 que, entrando na cidade, segue através da Av. Salgado Filho, indo até à Ribeira, convertida numa via única, onde está nosso porto fluvial: O Porto de Natal! A grande vítima desses transtornos, está ali! Asfixiado por ruas estreitas, nas quais as viaturas pesadas não têm como manobrar e desincumbir-se de suas tarefas sem os constrangimentos advindos da inexistência de estrutura viária, capaz de atender às necessidades da natureza de um empreendimento portuário.
Existem, ainda, serviços de natureza diversa que exigem tipos diferenciados de serviços, tais como as empresas de limpa fossas, o transporte de gás para hospitais e congêneres, os transportes de cargas perecíveis, os transportes de cargas frágeis, o transporte de mudanças, etc.
A lei, ora em comento, foi projetada objetivando conciliar toda essa problemática, porém, à época de sua elaboração, a STTU (em administração anterior) não deve ter sido acionada para monitorar a adequação do projeto de lei à realidade da cidade do Natal, hoje com feições de Metrópole e aroma de menina moça, de brejeirice sedutora, ostentando o bulício das cidades grandes, cuja população se aproxima de um milhão de habitantes.
Agora, diante do impacto causado pelas evidências, quando a equipe da STTU, formada por técnicos responsáveis e sérios, demonstram os novos caminhos que necessitam ser palmilhados para a adequação do fluxo da capital deste Estado, faz-se necessário rever-se o contexto legal ora vigente, para, alterando-o convenientemente, adequá-lo à realidade desta capital, beneficiando às classes produtoras de forma abrangente e favorecendo seus habitantes com um modelo exeqüível de trânsito urbano.

Jansen dos Leiros

quinta-feira, 18 de junho de 2009

VENDO ALÉM DAS APARÊNCIAS


Ernesto era um velho capataz de fazenda, que administrava uma gleba destinada à criação de gado, no município de Cerro-Corá, em terras do elefante nordestino.
O conheci faz tempo. Eu deveria ter perto de dezenove anos, quando a cada mês viajava até aquele lugar serrano, para ver Berenice, uma linda morena de olhos verdes, de brejeirice incomum. Era neta de Ernesto, através dela, o conheci.
Pois bem, Ernesto era um peão filósofo, vaquejador de estrelas,... prosador contumaz. Porém, se tinha a cabeça nos céus, o pensamento na ionosfera planetária, seus pés eram bem postos na terra barrenta dos sertões. Manipulava com maestria sua racionalidade, aparentemente rude pelas circunstâncias da vida, pela ambiência de seu entorno, mas equilibrada pela sabedoria com a qual mesclava suas ações.
Num final de semana enluarado, estava sentado na varanda da casa de Ernesto, acompanhado da meiga Berenice, quando, um vizinho de propriedade, alí chegou cumprimentando a todos e procurando pelo Dr. Bruno, o fazendeiro para quem Ernesto trabalhava. Ele, o vizinho, estava preocupado com a iminente passagem da rede elétrica naquela região, pois não entendia as razões daquele procedimento, tentando explicar suas dúvidas e receios. Ao final das colocações, Ernesto levantou-se e foi até a borda da varanda. Olhou o céu estrelado e, voltando-se, disse que o Dr. Bruno havia viajado para Recife, a fim de tratar, exatamente daquele assunto com a CHESF. Olhou por uns instantes para o visitante e aproveitou o ensejo para dizer: “Cumpade, ocê tá vendo aquelas estrela alí? Trepata lá no céu? Elas tão bem arriba de noi e, de lá, onde morram, enxergam tudo o que noi não consegue vê daqui, que a visão é curta. Pois bem! Esse Dotô Bruno é parente daquelas estrela! Ele vê as coisa muito longe. Muito depois do tempo! Fareja o futuro! Sua cabeça é cuma o Cabugi! Tá muito alta e vê o que nói num consegue vê. Ele foi falá com os homem da CHESF porque sabe das coisa boa que a rede vai trazer pra noi aqui. Dr. Bruno vê depois das esquina. Esse dotô Bruno sabe o que faz.”
Senhores! A administração desta FECOMERCIO consegue enxergar “além das esquinas” ou seja “fareja o futuro” no dizer do velho Ernesto. Na verdade, a FECOMERCIO vem mapeando sua gestão, executando seus projetos, pontuando positivamente.
Na sua aparente simplicidade, o Presidente da FECOMERCIO tem olhos de longo alcance. Teve a habilidade de juntar uma excelente equipe, sob a batuta primorosa da diretoria executiva desta casa que tem como princípio a busca pela excelência. Some-se a tais habilidades a atuação impar da assessoria de comunicação que dá suporte a essa engenhosa gestão, cujo poder de aglutinação deste segmento já se fez percebida no seio de nossa comunidade; desta cidade portal; a cidade do sol; esta cidade “do Natal” como dizia nosso inesquecível Câmara Cascudo. Pegando carona na filosofia de Esnesto, pode-se dizer que a Administração do Sistema Fecomercio - Sesc, Senac, posta-se no topo na filosofia da boa gestão, interagindo com o Ontem, o Hoje e o Amanhã.

Jansen dos Leiros

segunda-feira, 8 de junho de 2009

HÁ LIDERES... E LÍDERES!


Há uma expressão bastante usada nos meios das elites culturais: Há lideres e líderes!
De fato, as características da liderança, são múltiplas. São diversas. Diferenciáveis entre os qualificados como portadores dessa habilidade de comando. Há lideranças de todos os matizes, de todas as nuances, com energias diversificadas, cujas “impedâncias” não são de fácil percepção, porque diluídas no psiquismo dos liderados.
É que, na verdade, essas lideranças são distintamente manipuladas na conveniência dos condutores hierárquicos deste planeta, postados em dimensões não enxergadas pela visão comum aos seres humanos, mas potencializadas num objetivo possivelmente ascensional à excelência dos valores da divinização dos seres da criação.
Algumas são portadoras de irresistível carisma; são atraentes, possuem imãs postados na voz, na eloqüência, no olhar, na gestuália, na “misancene” cativante, que talvez nós possamos chamar de encantamentos mimetizados, sob mil facetas. Particularizando, diríamos que há lideres, cujo comando de suas energias voltou-se para o Bem e por tal razão permanecem na lembrança de seu povo e, em alguns casos, na memória das civilizações.
Outras lideranças, em ascese, portadoras de menor plenitude de poder e carisma, utilizam o processo da empatia com seus liderados ou simpatizantes, através de mecanismos sobremaneira hipnotizantes, mas sem a potencialidade dos mais “yangs”. Outras, ainda, agem através de disfarces, de engodos e seguem laborando por meio de processos sub-reptícios, construídos, às vezes, por trás das cortinas da vida, guardando, entretanto, nítidos sintomas de chantagens emocionais e de alcances subliminares, envolvendo suas vítimas nas teias, quase invisíveis, que vão fabricando, com metabolismo próprio, e deitando no entorno de suas vítimas, vampirizando-as psiquicamente.
Enfim, o universo das lideranças é cheio de galáxias, umas nebulosas, outras luminosas e atraentes, aliciantes, envolventes, em miríades de fagulhas energéticas de natureza alucinatória. Eis o quadro mural de proporções panorâmicas, sob o qual se nos apresenta o tema proposto.
Sem querer confrontar com as teses filosóficas, no que pertine aos segmentos do pensamento; bem assim sem querer conflitar com a etimologia fascinante das semânticas, das metáforas, dos instantes poéticos em forma de prosa, citemos, tão somente como ilustração, que muitas foram as regiões do planeta que se destacaram como berços de valiosos, incomparáveis e incontestáveis líderes, principalmente no campo do saber e da religiosidade. Outros, no campo do mal e da crueldade, com o apoio de inteligências que, de certa forma, ampliaram o poder das trevas e o domínio do pavor, como foram, a seu tempo, Átila – Rei dos Hunos, Genghis Khan e Adolf Hitler e, no segmento da religiosidade, poderíamos até, citar os terríveis líderes inquisitoriais, os quais preferimos omiti-los, tal o peso das negatividades dos sofrimentos e dos males infligidos aos seres por eles vitimados.
Sintetizando esta abordagem, podemos elencar: a Índia, a China, o Tibete, a Grécia, a Mesopotâmia, a Judéia, a Mongólia, a França, a Alemanha, o Brasil e outros tantos países, como berço de alguns líderes, ligados às correntes do Bem e do Mal.
Como vêem, neste micro ensaio e face ao seu contexto, todos nós estamos vinculados às correntes energéticas de alguma liderança que nos alimenta os sonhos ou desejos mais recônditos, conduzindo-nos pela trajetória por ela programada, mal grado de nossos arbítrios, os quais nos circundam, tão somente na órbita da individualidade pura. Muito bem, sem desejar estabelecer julgamentos, nem aferir valores aos que foram e são portadores desses mecanismos de comando, mas tão somente apontar a existência da dicotomia entre as correntes do Bem e do Mal, chamados de lideranças, permito-me, numa sequência cronológica, mencionar os nomes daqueles que considero terem exercido lideranças, merecedoras do registro que a história já o fez. Nossa menção se inicia com o maior desses líderes que é Emmanuel J E S U S – o Cristo de DEUS, cuja doutrina do Amor Universal já se estendeu a quase toda Terra e cuja potencialidade cósmica tem sido responsável pela manutenção das correntes do Bem, em defesa da humanidade, pois que é o majestoso representante da hierarquia dos anjos celestiais neste planeta azul, componente do sistema solar – a Terra.
Retornando aos comentários sobre as grandes lideranças, façamos um bosquejo cronológico, recomeçando com Zaratustra, no século VII a.c, grande líder do pensamento que utilizou a poesia para construir um pensamento filosófico, sem contudo conceituá-lo como tal, mas que se encontra resplandecente no bojo de sua poesia.
Em seguida, um grande pensador, nascido no norte da Índia, príncipe Sidarta Gautama, o Buda (500 a.c) abandona sua família e a fortuna de que era possuidor, para peregrinar em busca de encontrar a verdade para o enigma da própria vida. Ele tornou-se o grande líder asiático, notabilizando-se por haver encontrado o caminho da Paz Interior, da harmonização do criado com o criador, embasando uma das religiões – o budismo - com o maior número de adeptos, neste mundo.
Também oriental, Lao Tsé é chinês, nascido em 500 a.c. Foi um grande pensador, poeta e homem iluminado. Há uma vasta literatura falando de seus pensamentos e de suas frases de profundos contextos filosóficos. Uma delas é “Se o desejo escraviza o pensamento, a verdade foge de imediato pela janela mais próxima”.
Outro chinês que se notabilizou pelo pensamento, foi Confúcio, nascido por volta de 500 a.c , portanto contemporâneo de Buda e Lao Tsé. De fato, não se pode falar da sabedoria chinesa, sem citar Confúcio. Há célebres discursos de sua autoria registrados no livro Lunyu. Foi um poeta filósofo que influenciou culturalmente o povo chinês, expandindo essa influência para todo o oriente. Sua frase mais famosa foi: “Todas as coisas possuem beleza, mas nem todos a vêem”. Na Grécia, também no mesmo período da antiguidade, nasceu Sócrates que tornou-se conhecido como o pai da Filosofia. Seus pensamentos eram de tal profundidade que não houve quem não o respeitasse como pensador. Sócrates tornou-se mestre de muitos pensadores de seu tempo e os orientou para os valores universais. Desempenhou alguns cargos políticos e foi sempre modelo irrepreensível de bom cidadão. Seque-se, na cronologia proposta, Alexandre Magno, o Grande, rei da Macedônia (336-323 a.C.), conquistador do Império Persa, foi um dos mais importantes militares do mundo antigo. Alexandre nasceu em Pela, antiga capital da Macedônia. Era filho de Felipe II, rei da Macedônia, e de Olímpia, princesa de Epiro. Era estudioso das ciências, da medicina e da filosofia. Foi rei da Macedônia, dando início à trajetória de um dos maiores conquistadores da História. Destacou-se pelo brilhantismo tático, pela rapidez e eficiência do expansionismo de suas conquistas.
A Alexandre, segue-se outro líder que marcou sua trajetória por suas qualidades aguerridas, Átila – rei dos hunos – (século V). Esse comandante que não conhecia o medo, por onde quer que passasse com seus exércitos, causava tremenda destruição que lhe ensejou o título de Flagelo de Deus.
Em seguida, citamos Gengis Khan, (século XII) o lobo das estepes mongólicas que, após submeter todas as tribos nômades de sua terra, desceu sobre o sul da Ásia como um rolo compressor, cruel e quase imbatível.
No século XVIII, temos Napoleão Bonaparte, personagem histórico que foi responsável pela consolidação da revolução Francesa, comandou muitas conquistas militares e constituiu o que se chamou de Império Napoleônico. Este personagem da história nasceu na Córsega, no ano 1769, mas, com dez anos de idade, foi para França para estudar em uma escola militar. Era um espírito forte e determinado. Fez-se general e depois chefe de governo. Foi um grande líder.
No século XX, um gênio da crueldade Adolf Hitler, foi ditador alemão. Nasceu em 1889, na Áustria. Durante a primeira guerra mundial, alistou-se no exército bávaro, tornou-se cabo e, por duas vezes ganhou a Cruz de Ferro, por bravura. Tempo depois, Hitler ligou-se ao Partido dos Trabalhadores Alemães que, mais tarde tornou-se o partiudo Nacional-Socialista (nazista). Ao longo do tempo, ele foi assimilando as idéias anti-semitas, que as foi insuflando através de seus acalorados discursos contra o acordo de Versalhes e contra o marxismo. Através de manobras políticas, tornou-se ditador da Alemanha. Decidiu exterminar os judeus, estabelecer a hegemonia dos arianos e dominar o mundo. Sua sede de expansão fez eclodir a segunda grande guerra mundial. Sem dúvidas, Hitler foi o flagelo do século XX
Sem demérito para os demais espíritos valiosos que assumiram lideranças incontestáveis, na superfície do globo, louvo, aqui, a memória de Mohandas Karamchand Gandhi – Mahatma, a grande alma indiana (que se constituiu um ícone da Paz no século XX) da qual foi inesquecível apóstolo. Gandhi, revestido de certo estoicismo ético, defendeu a tese da não violência e ergueu o espírito de seu povo contra a dominação da Inglaterra, sem confrontos e sem derramamento de sangue, mas utilizando o mecanismo da ação pacífica, sem reação, ou seja, sem demonstração opositiva, sintetizando, com seu exemplo e sua potencializada liderança, os poderes de Krishna, no âmbito da nação indiana. Hoje, fica bem evidente que, como João Batista foi o precursor de Jesus, Mahatma Gandhi foi o precursor de Sri Sathya “Sai Baba”.do qual falaremos adiante.
Também no século XX, no Brasil, apontamos um grande líder na figura histórica de Getúlio Vargas, que, ainda hoje, é lembrado pelo povo brasileiro.
Por fim, coroando os grandes seres vivos na superfície do planeta, elencamos o Líder Divino, na pessoa de Sri Sathya – SAI BABA. o Cristo vivo entre os indianos, louvado pelo oriente inteiro e com incontáveis simpatizantes espalhados pelo ocidente. O conteúdo de sua tese crística está contida em seus ensinamentos, tais como:. "O amor não age com interesses; o egoísmo é falta de amor. O amor vive de dar e perdoar e o egoísmo vive de tomar e esquecer” Sua vida é um xemplo de amor desinteressado. Ele costuma afirmar "minha vida é minha mensagem" Com relação às religiões, Sai Baba diz: "Deixem que existam diferentes religiões, deixem que floresçam, deixem que a glória Divina seja louvada em todos os idiomas do mundo. Respeitem as diferenças entre religiões e reconheçam-nas como válidas, sempre que estas diferenças não tratem de extinguir a chama da irmandade do homem e a paternidade de Deus."
Nós, que habitamos o planeta Terra, neste momento apocalíptico talvez que tenhamos de nos permitir essas perquirições históricas, quiçá filosóficas, para que nos disponhamos a nos transformar em candidatos à reforma inferior, com o objetivo único de evoluirmos em busca do DEUS que está em nós.


Jansen dos Leiros

quinta-feira, 7 de maio de 2009

NASCER, VIVER E CRESCER INFINITAMENTE


Ao longo da experiência terrena, nós nos deparamos com muitos momentos que nos impactam. De princípio, nos questionamos, tão logo chegamos à pré-adolescência: o que ou quem somos? Por que seguimos as regras ditadas pela vida? Por que temos de nos resguardar dos que nos cercam? Quais as causas motivam os acontecimentos, que os geram, que os fazem ocorrer desde os primórdios do Universo? Por que nos meios sociais não existe, quase nunca, o respeito ao semelhante, principalmente àqueles que já caminharam vida à fora? O que a vida nos reserva? Por que a incerteza do amanhã? Como devemos proceder para mantermo-nos em equilíbrio e harmonizados no seio dos que nos cercam? Feitos esses questionamentos, evidentemente, seguem-se outros em decorrência dos primeiros numa corrente quiçá interminável, que nos envolvem no caos da vida.
Em certo momento da caminhada, as percepções começam a nos socorrer e nós damos início ao processo cognitivo, natural, seqüente e que nos remete, guardadas as devidas limitações do estágio de cada ser, ao entendimento das coisas e à compreensão de porque existem ou acontecem.
Óbvio que nos deparamos, ainda cedo, com uma constatação: Somos diferentes uns dos outros, apesar de guardamos semelhanças. Guardamos os traços da espécie às vezes das raças, outras vezes nos chocamos com as mutações surgidas em decorrência das misturas dos diversos tipos existentes e em relacionamento, outras espontâneas, trabalhadas pelas cadeias cromossômicas, criando novo DNA. Mas, e as diferenças de temperamento, das reações do dia a dia, dos mais variados modos de ser, quando, muitas vezes se guarda um só “berço”, uma mesma descendência sanguínea, uma mesma educação familiar, doméstica, pautadas nos mesmos princípios. Todas essas constatações se constituem motivos de indagação e nos remetem à meditação e à análise dessas coisas, encarecendo respostas, nem sempre nos retornando com as explicações buscadas.
O DEUS que está em nós, sempre nos socorre, na medida de nossos estágios na vida cósmica. Ajusta-nos os impulsos, equilibra os fluxos internos, nos intui procedimentos cautelares pelas vias da automação; às vezes nos conduz por processos por nós desconhecidos na direção de conhecimentos novos, de novas relações; um campo novo com novas vibrações, revestidas, quase sempre, com elementos de natureza didática, direta ou indiretamente, mas sempre objetivando um aprendizado maior.
De fato, não somos marionetes! Mas, de alguma forma, seguimos essas intuições, ajustando-as à nossa racionalidade. Por outro lado, existe um componente oculto e que não trafega por nosso consciente objetivo, que são os projetos encarnatórios, precedentes à vida física construídos em planilhas traçadas em prole nosso crescimento espiritual e elaborado com basde na lei de causa e efeito, que nos libera o agir, através do arbítrio, mas nos condiciona a passar pelo retorno dos resultados magnéticos ou energéticos dessas ações, cujas cobranças são procedimentos espontâneos da própria lei do retorno vibratório, que estão vinculadas ao peso da intencionalidade ou da culpabilidade do agir, impulsiva, imprevidente ou intencionalmente perpetrada.
Dito isso, enfeixemos esta mensagem com a assertiva de que o HOMEM há de conhecer-se e, em se conhecendo, há de se conscientizar da necessidade das múltiplas adequações à realidade cósmica, ou, se quiser,às leis universais, em busca de DEUS, em si mesmo. Assim, quando as vibrações desse DEUS eclodirem em nós, passaremos a ser uníssonos com ELE, mesmo que a distância que nos separa da anjelitude, nos leve ao infinito da eternidade.
Vespasiano, através de Jansen dos Leiros

segunda-feira, 27 de abril de 2009


DE REPENTE, NAVES NO CÉU...

O céu estava estrelado e uma aragem suave corria pela relva dos campos. Não saberia precisar a hora, mas supunha que fosse perto da meia noite. Olhei o topo da colina e imaginei, também, que estava muito próximo de antigo mirante, de onde poderíamos visualizar o vilarejo de Betúlia, famosa por sua produção de farinha de mandioca.
Finda a elevação, alcancei o velho mirante e me acomodei num dos bancos, cujo espaldar fora construído em talhes anatômicos, os quais permitia a quem ali sentasse, ficar bem acomodado, enquanto olhasse o céu ou ficasse a curtir o silêncio das noites.
A quietude era a moldura daquela paisagem noturna, acariciada pelo cheiro suave das flores silvestres, que a pseudo primavera presenteava àquele lugar santificado
pelas aparições momentâneas de fugazes e pretensos meteoritos, ou, quem sabe, objetos aéreos não identificados, em suas evoluções desconcertantes, aos olhos dos que os visualizassem naquele recanto escolhido para o exercício da reflexão e da paz.
Para minha satisfação, naquele memorável final de semana, fora hóspede de um fidalgo fazendeiro, possuidor de vasto conhecimento das ciências herméticas do oriente, versátil possuidor de conhecimentos médicos especializados, emérito professor universitário e reconhecido pesquisador na área dos assuntos interplanetários.
Naquele sábado, enquanto meu anfitrião recebia ilustres visitas na casa sede da fazenda, sai na direção do mirante e meu objetivo era ficar expectante e registrar qualquer aparecimento de objetos voadores diferentes das naves terrenas.
A luz polarizada da lua crescente me permitia ver os movimentos das flores silvestres, balançadas pelo vento tênue, quando, de repente, surgiram no céu nada mais, nem nada menos, que cinco objetos voadores em formato de um prato virado para baixo, rodeados de escotilhas luminosas, numa altura aproximada de cem metros. A formação descreveu um círculo de trezentos e sessenta graus e parou em minha frente, quando uma delas, verticalmente, desceu até a superfície, apoiada numa espécie de trem de pouso magnético, como se fossem, de fato, pilares luminosos e parou, fazendo sair algo parecido com uma rampa
Uma porta frontal abriu-se e um ser de aparência humana, desceu, acompanhado de mais dois seres semelhantes, e caminharam em minha direção.
Aquele que vinha à frente do grupo tinha a feição de um homem nórdico. Era branco, aparência andrógena, parecendo ter dois metros de altura. Os demais se assemelhavam a ele. Suas aparências eram pacíficas e serenas. O que estava à frente parou, fez um gesto cordial de saudação, levantando o braço direito e esboçando um sorriso.
Agora, eu poderia constatar que de seus corpos, fluía uma leve luminosidade azul clara, à guisa de áurea. Quando alcançou uma distância de dois metros, aquele que me saudara, fez iluminar-se a região do chamado “centro da terceira visão” e concentrou aquele terceiro olho em meus olhos, como se penetrasse no mais íntimo de meu “EU”. Aquele centro iluminado pareceu emitir sons, como se verbalizasse o seguinte:“Eu, Athon e meu DEUS interno universalmente te saudamos em nome da harmonia cósmica. Somos de Orbum”
Apesar de haver buscado aquele encontro, confesso que me encontrava um tanto aturdido, pelo inusitado, que simplesmente falei: “Eu, ION, também, saúdo a vocês todos, em nome do DEUS Amantíssimo”
Houve um instante mútuo de expectativa, porém, o provável comandante daquela nave, voltou a emitir as vibrações, como anteriormente: “Meu irmão galáctico, nossa missão se prende à iminente vinda de Jesus, nosso amado Avatar Crístico. Nossa tarefa é proteger o espaço aéreo e astralino deste planeta, até que tudo volte à normalidade, após a descida prevista. O que buscamos através dos contatos que planejamos efetuar com seres que vibrem em nosso diapasão de amor cósmico, tem o objetivo precípuo de estabelecer pontos de apoio entre os humanos, além daqueles que há muito foram destacados, missionariamente, para proceder na conformidade com o planejado pelas hierarquias celestiais. Inicialmente, pedimos que estabeleçam centrais de apoio vibratório, com o fim específico de permitir alimentar as correntes mais densas de nossos colaboradores terrenos, fortalecendo as reservas mantidas para a devida utilização, se necessário se fizer. Mas, quero tranqüilizá-lo de que elas são só “uma reserva” para o caso de haver necessidade, circunstância que nos parece remota.
Se bem que não estejas lembrado, agora, este contato já estava programado e nós o atraímos. No futuro conhecerás os mecanismos utilizados. Já és um dos nossos
Com o presente contato, o irmão já reteve a energia suficiente para assegurar-se de nossa efetiva ligação conosco. Caso necessite nos contatar, é somente vibrar o mantã IEVE e ligar-nos-emos imediatamente, quando ouvirás minhas emanações. Fraternalmente gratos por acudir ao nosso convite, te saudamos em nome do AMANTÍSSIMO.
Senti-me como se estivesse em transe mediúnico ou saindo dele. Fiz alguns exercícios de respiração para harmonizar-me comigo mesmo e iniciei a caminhada de retorno à sede da fazenda de meu amigo.
A noite passou sem que eu conseguisse dormir, pensando, pensando, pensando. Uma leveza profunda tomou conta de mim. Senti-me em Paz! Orei a Jesus agradecendo a oportunidade que me fora concedida e, a partir daquele momento, passei a cultuar de maneira vertical o desejo de reintegrar-me ao Pai, no topo de sua essência, alijando de mim o fardo de minhas imperfeições, para, em lugar delas, eclodir o AMOR CÓSMICO, celestial, divino, que nos conduz à felicidade e à harmonia eternas.

Jansen dos Leiros

“SONHEI QUE ESTAVA SONHANDO...”


Certa manhã de domingo, recebi a agradável visita de meu amigo ION que, no sábado anterior, havia me informado de sua vinda à minha casa, naquele dia. Depois dos cumprimentos costumeiros e informais, sentamo-nos, comodamente, em meu escritório e ele, após haver respirado profundamente, me falou:
“Amigo, tenho algo a te revelar de teor algo estranho. Utilize a notícia como lhe convier” Ajeitou-se na cadeira e continuou: “Sonhei que estava sonhando. O ambiente que visualizava era belíssimo. Uma vasta campina, permeada de pequenas elevações,. Onde a vegetação era diversa daquela existente na campina. Dava-me a impressão de que a natureza havia desejado decorar a paisagem com uma diversidade que possibilitasse um equilíbrio ecossistêmico. Isso porque duas coisas me chamavam a atenção. Primeiro, dos arbustos existentes pendiam orquídeas de majestosos formatos e de cores belíssimas, atraindo bandos de pequenas aves, também, multicoloridos. Percebi que aqueles pássaros, em revoada, preservavam as flores, pois as circundavam sem tocá-las. Era como se elas lhes transmitissem alguma energia especial, tonificante, sei lá...algo energético.
Permitindo-me uma visão panorâmica, o ambiente me fez refletir que aquelas pequenas ilhas arbustivas, tivessem sido ali colocadas estrategicamente, pois, no todo, suas posições formavam uma figura geométrica, hexagonal, como que a sinalizar um ponto específico de aterrissagem de naves interplanetárias, ou algo semelhante. Passei a ficar atento. Depois, senti-me volitar em direção da pseudo ilha mais próxima e, alcançando certa distância me dei conta da beleza das flores, distinguindo algumas orquídeas. Era catléias, dendróbios, laélias, epidendros, brassávolas e uma extensa variedade de oncídios, maravilhosamente belos, liberando perfumes de agradabilíssimas fragrâncias Entre as aves, distinguia muitas por nós conhecidas aqui no Nordeste brasileiro, como golinhas, pintassilgos, primaveras, azulões, bigodinhos, papas-capim, curiós, canários da terra e gaturamos. O canto mavioso dessas aves, parecia formar uma extasiante harmonia orquestral em execução indescritível. Aquilo tudo, no conjunto, me remetia a um pequeno paraíso.
Fez uma pausa e continuou: “Tomei consciência de que estava sonhando e me cuidei para não desviar minha atenção, desejando que todos aquelas impressões fossem remetidas ao meu consciente objetivo, guardando-as com fidelidade. Continuei lúcido. Nada ocorrera que pudesse desativar aquele processo de transferência. Nenhum registro foi deletado. Quando me senti ajustado naquele processo, que já havia vivenciado anteriormente, tive a alegria de ouvir uma voz, já conhecida. Era a voz de um amigo de Orbum que me saldava amorosamente, para depois continuar dizendo: “Meu irmão, este é mais um dos mecanismos que podemos usar para nos comunicar contigo. Utilizamos teu “EU”, projetado do corpo durante o sono físico, para te trazer novas informações. Aqui, livre das amarras de tua vestimenta corpórea, tens ampliadas tuas percepções, tua sensibilidade, teus reflexos, enfim, tuas potencialidades. O que estás vendo aqui, é uma de nossas estações de pouso interplanetário, hexogenamente sinalizada para nossas descidas, com a diferença de que estás vendo uma projeção da dimensão terrena. Nossa passagem hoje, tem a finalidade precípua de te informar que este será nosso ponto de encontro, sempre que não pudermos nos ver em tua dimensão. E, também, para te lembrar que guarda em ti a certeza de que o retorno do Mestre está cada dia mais próximo e que as hierarquias conta com teu concurso harmonioso. A partir daí, não ouvi mais o amigo que silenciou e sumiu. Eis o que vim relatar.O amigo despediu-se, visivelmente introspectivo e acenou do portão. Fiquei meditativo e aqui desempenho meu papel de transmissor.


Jansen dos Leiros

segunda-feira, 20 de abril de 2009

PAINÉIS DA VIDA ETERNA

“Somos todos partícipes de uma mesma corrente, emanada do PAI”, teria dito Jesus a José de Arimatéia, que arguira o Mestre sobre sua origem “DIVINA”.
Segundo os orientais iniciados no ocultismo milenar, “o homem veio de DEUS e para ELE retornará pela evolução do EU individualizado”. Para acoplar a essa máxima, pinçaríamos outra, cuja origem tem mesma fonte, a fim de atender à nossa ansiedade cognosciva. Ela que diz: “DEUS é a essência da vida de tudo em seus universos”, ou seja, é o TODO. Essas duas assertivas, apesar das limitações do córtex cerebral humano, nos remetem à compreensão do que seja “vida eterna”. De fato, se antes já fazíamos parte do PAI, no todo de sua energia divina e eterna, ao “nascermos” Dele, sofremos um processo de individualização e, no giro espiral, ascendente e expansivo, retornaremos para ELE. Nos reintegraremos ao bojo de DEUS, na plenitude de nossa individualidade cósmica, preservando os valores adquiridos ao longo da caminhada evolutiva e eterna. Seremos e estaremos UNOS com o PAI. Nos reintegramos a ELE com o acervo de conhecimentos e experiências amealhadas ao longo da jornada do desenvolvimento espiritual. Isto é, eclodimos do PAI, simples e ignorantes para retornarmos à essencialidade DIVINA, na pujança de nosso EU cósmico.
Riquíssima, pois, sob todos os aspectos informativos, além do profundo conteúdo filosófico, é a obra de Jan Val Ellam, com vários títulos editados, versando sobre a origem do homem, do universo conhecido, do enredo e das tramas da história da humanidade terrena, além das notícias sobre outras, alienígenas. Enfoques sobre o concerto galáctico e algumas estórias que a história não registra.
JESUS e o Druida da Montanha é um desses títulos, cujo conteúdo nos surpreende sobremaneira, pois que nos revela um Jesus desmitificado, profundamente humano e majestosamente divino. Um Deus, partícipe da Unidade Incognoscível que se deixa miniaturizar na condição humana, “para prestar um serviço” a outro Deus – o Deus dos judeus – em território da criação do Deus servido, com o objetivo de elucidar uma humanidade equivocada e o cumprimento do que fora escrito nas páginas sagradas, com uma promessa de retorno à Terra como etapa conclusiva.
O que se lamenta é que a percepção da panorâmica do projeto de Javé, somente venha a ocorrer, para compreensão da grande maioria dos espíritos envolvidos, por ocasião da iminente descida de Jesus, não como homem, mas em sua essência divina para testemunho absoluto da atual humanidade.
O conteúdo desse livro tem o condão de nos despertar para a vida e é, sem dúvidas de equívocos, um efetivo convite à nossa divinização consciente, pela eclosão de nosso anseio interior de retorno à intimidade de DEUS.

Jansen dos Leiros

quarta-feira, 8 de abril de 2009


O JOVEM QUE FALAVA COM A NATUREZA

Ibn Val Mihir era um jovem descendente de sírios libaneses que chegaram ao Rio Grande do Norte nos idos do século dezenove. Sua família se havia adentrado pela região dos santos e chegara à cidade de São Tomé, quando o lugarejo ainda era, praticamente, uma vila. Val Mihir, como era conhecido, chegara aos doze anos de idade com aparência daqueles que haviam alcançado o final da adolescência com ares de certa maturidade, tal a seriedade com a qual fazia as coisas, mesmo sendo uma criança. Seu olhar era profundo, às vezes astuto. Parecia enxergar além das aparências e, quando emitia opiniões, ai sim, chamava ainda mais, a atenção das pessoas que o escutavam. Pelo que se sabia, Val Mihir morava com uns parentes paternos e era tido como pessoa de boa convivência, respeitador, obediente e gostava de ler, não os livros da escola, mas aqueles que encontrava no quarto do avô. Porém, aquele menino era esquivo em certas ocasiões. De quando em vez era flagrado sozinho, olhando o céu, como se falasse com o sol, com as árvores ou com os passarinhos, que pareciam não ter medo dele. Nas cercanias da casa do velho Dibi Amir, neto do pioneiro libanês ali chegado e avô de Val Mihir, havia um “Bem te vi” selvagem (Pitangus sulphuratus), “dono” de um espaço aéreo que abrangia uma dúzia de árvores frondosas, que, sempre ao meio dia, pousava num arvoredo próximo àquela casa,. Como se fora, verdadeiramente, domesticado. Val Mihir aproximava-se dele e começava a falar de forma estranha, suave, envolvendo-o em sua magia juvenil, ao que a ave parecia responder com passos coreográficos que mais pareciam gestuália teatral. Lembravam passos de antiga dança ameríndia, onde as asas batiam freneticamente, abrindo o bico, levantando a cabeça e emitindo um canto de sons corridos, melodiosos, harmônicos, nada parecidos com os do canto próprio daquela ave, nossa conhecida. Era uma rica sinfonia, em agradecimento à amizade do jovem. Depois dele, muitas outras aves aderiram ao convívio de Val Mihir.
Chegados seus quinze anos, o avô lhe presenteou uma flauta doce de puríssimo ébano, a qual havia recebido de um antigo ancestral. Ibn Val Mihir, carinhosamente a chamou de “soprata divina” e quase morreu de alegria e passando a soprar e dedilhá-la diariamente, até sentir-se habilitado a executar melodias, que aprendeu em velhos cadernos guardados, desde a infância, pelo querido avô.
A partir daí, Val Mihir e o “Bem te vi”, passaram a formar um dueto. Logo depois, um quarteto e finalmente uma respeitável orquestra, composta por Val Mihir, como solista, com a flauta doce e toda a família daquela ave fantástica, quase humana, de cujo inusitado conjunto, obtinha suavíssima e canora orquestração, infinitamente bela, preciosa, maravilhosa, encantadora, quase paradisíaca.
Certa vez, Val Mihir resolveu dar um passeio numa serra próxima, onde diziam existir algumas nascentes dos rios da região dos santos (São Gonçalo, Santo Antônio, São Pedro, São Paulo, São Thomé, etc) e lá se foi, em busca dessas nascentes.
Para sua surpresa, o “Bem te vi” o acompanhou na caminhada, levando toda a sua família.
Chegando ao topo da elevação, Val Mihir, depois de limpar o entorno de um frondoso e respeitável umbuzeiro, acomodou-se à sombra daquela árvore e foi cercado por sua orquestra alada, como a lhe pedir que começasse a tocar sua tão maviosa flauta doce, marcando sua presença. Ao longo do concerto, Val Mihir percebeu que das águas que formavam os serpenteastes córregos pareciam flutuarem algumas pequenas bolhas cintilantes e, de repente, ouvira-se uma voz que dizia: Venham sempre aqui, tornem poético este recanto de DEUS, a fim de que possamos, embalados com a doce sonoridade dessas músicas, formar os caudais do gigante Potengi, o famoso “rio grande do norte”. Dê-nos essa alegria!
Surpreso com a manifestação das águas, Val Mihir respondeu: Essa é uma grande idéia, mas nós gostaríamos de seguir você, através de seu leito e ir até à sua foz para conhecer o que até agora não conhecemos. Foi então que Val Mihir, encantado com o inusitado, dormiu à sombra daquela árvore, rodeado de sua orquestra alada e foi-se adentrando naquele mundo onírico, volátil como o próprio ar ou mesmo, como o pensamento, visualizando de muito alto, o percurso que as águas faziam, serpenteando a topografia mutante das variadas regiões pelas quais passava. Com a alma desperta naquele novo mundo, Val Mihir encantou-se mais ainda com as maravilhas que surgiam à sua frente e ali estava a cidade de Natal, linda e maravilhosa, cheirando a menina brejeira, cheia de viço e rodeada de pequenos edifícios, dunas majestosas, bulício de gente, de carros, de buzinas e de andorinhas, querendo mergulhar nas ondas. Naquele momento, Val Mihir despertou em seu corpo, com a voz de Dibi Amir dizendo: acorda meu filho, a tarde já está findando. Sua orquestra já se foi. O sol já se despede e pequenos peixes parecem dizer: Eis ai o homem que falou com as águas ou melhor, que falava com a própria natureza.

Jansen dos Leiros

terça-feira, 31 de março de 2009



ABOUT THE MUSICIAN


When I was ten years old, my mother and I were visiting my uncle grandfather, Luiz Ferreira, in Ceará-Mirim city.
That patriarch married to three sisters, became widowed three times, and died alone. He had twelve children and He organized small family orchestra.
My mother and I spending the afternoon listening classical music. It was the first time that I saw many musicians playing together. We stayed there until the end. There were many instruments: a piano, violins, viola, guitar and others. That was an unforgetble day for the boy I was.
After this, I spent a week without thinking of something else and tried convince my mother that I wanted to become a musician as good as my cousins - children of the patriarch - as good as my mother’s grandfather, Mestre João Leiros who dominated instruments and wrote some valses and religious songs.
Then the musical introduction, I’ve studed piano, in Natal with the Master Waldemar de Almeida, graduated in Germany. I was his student for five years. That this time I studied with “Dulce Cicco”, “Nilda Guerra Cunha Lima”, “Gerardo Parente” and “Albert Kaplan”.
In 1962 I was livinig in Rio. I’ve lived there for about twelve years. For these reasons, I had to stoped my piano studies but I continued on music theory, harmony and counterpoint. When I returned to Natal, I studied of musical regency with Pe. Pedro Ferreira, Master of the “Coral Canto do Povo”. After that I began to study singing technics with the teacher “Adenilde Cunha”, worked my baritone voice potential. Then, I studied with “Nino Crime”. At the some time I developed my studies in harmony to improve my musical compositions.
In the way to “Instituto de Música Waldemar de Almeida” in Natal, I created the “Camerata Oswaldo de Souza”, with musicinans of the “Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte”.
So, to support the orchestra, I created a music Course in Harmony, Counterpoint and Fugue, and a “Quinteto Oficina” to train composers. This quintet worked with the compositions that the students made during the course.the beginning of my studies music’s.
When I was seventeen years old I was a component of the “Quinteto Sinfônico Prof. José Monteiro Galvão as pianist. I played some concerts, and I showed music wrote by me like: “Sonho de um Cello”, for violoncello and orchestra, “Crespúsculo no Solar da Madalena”, “Alma Nordestina”, and “Balada para Daphne”.
Nowadays I don’t play anymore like before. Now, I think that I came only a music’s vibration. Sometimes, I play piano and sing old songs of my young age.
I love music. It’s in my blood. It’s in my dreams.
Jansen dos Leiros


segunda-feira, 2 de março de 2009

REFLEXÕES DO CARNAVAL

Sou por natureza reflexivo. E, quando disponho de tempo para fazer minhas meditações sobre a vida, ou algo especificamente definido em meu entorno, me ponho na postura que me permite volitar por onde vagueio com meus pensamentos e retornar dos universos percorridos, aparentemente voláteis, com elementos que me ensejem formular posicionamentos racionais, embasados nas percepções que haja conseguido captar. Eis o que me atrai, sobretudo pela oportunidade de amealhar conhecimentos transcendentes.O período carnavalesco, apesar do bulício que lhe é peculiar, a mim me concede oportunidades de mergulhar para dentro de mim mesmo, e vasculhar meu universo interior. Permite-me partir em busca de percepções que me permitam alinhar os pensamentos em torno de uma temática, que me acrescente conhecimentos, que me amplie os horizontes e que me fortaleça os propósitos de crescer espiritualmente. De melhorar a sensibilidade; de ajustar os circuitos internos; de ampliar a capacidade de amar, e o mecanismo de entender, de compreender e aceitar os circunstantes, como eles são. De ajustar os mecanismos do desempenho pessoal, para ajudar, orientar, afinizar e, sem jactância, apontar os caminhos da eternidade. São esses meus veículos eletivos, em busca da energização cósmica, oportunizando sugerir bons e adequados posicionamentos em ambientes de dignidade, de fraternidade e de liberdade harmônica, exercitando, também, a empatia e, enfim, realizando o gratificante esforço de melhorar-me sempre.
Neste Carnaval (2009), além de visitar minha família sanguínea, minha mãe, Maria Leonor, carinhosamente chamada de Nozinha, uma bela velhinha, santa em seu conteúdo espiritual, desfrutando a lucidez dos noventa e quatro anos bem vividos. Cultivadora de orquídeas, artista plástica, cidadã atualizada com os noticiários do mundo globalizado e, ainda, se dando ao luxo de formular piadas inteligentes, como a que ora transcrevo: - Meu filho, é verdade que o Brasil fez um acordo diplomático com a Itália? Ao que respondi: Não sei mamãe! Vivo ligado com as coisas que dizem respeito ao Comércio, com a Federação, etc. Por que de sua pergunta? E ela, com ar maroto, falou: É que, como se vê, aqui, no Brasil, tudo termina em Pizza. E riu graciosamente.
Mamãe, da estirpe dos Leiros, mora com minha irmã, Natércia, que vive rodeada de filhos, de netos e muitos amigos que soube conquistar ao longo dos anos, distribuindo simpatia. Assim, neste Carnavl, exigiu minha presença e eu, prazerosamente, fui vê-la e receber dela sua bênção carinhosa.
Dia seguinte, fui à chácara de um amigo-irmão, Dom Pedro Simões, Pepe de Jajá ou Pedrinho de Dr. Persílio, um intelectual, sapientíssimo, que virou menino na Quinta dos Pirilampos - o Paraíso onde reina em dois universos paralelos, o do bucolismo da natureza pura e o do universo de sua versatilidade ampliada, em medida indescritível.
Lá cheguei no domingo pela manhã, acompanhado com minha esposa Anair, uma princesa de ébano de rara beleza, de simpatia contagiante, de humor permanente e tolerância sem limites, sempre presente no universo de minha ancianidade, na qual me apoio carinhosamente, pelos séculos dos séculos.Naqueles três dias, conversamos muito, lemos bastante, nadamos, alimentamo-nos como príncipes, tal a qualidade dos quitutes feitos por Jajá (Jailza Simões, a rainha de Pedro), ouvimos boa música, fizemos planejamentos, rimos bastante e nos abastecemos energeticamente para iniciar nossas obrigações anuais a partir de março, como soe acontecer nestes Brasis à fora.E alguém, agora, me perguntaria: E suas reflexões? E eu responderia: Minhas reflexões, nesta página, versaram sobre a Paz na alma dos bucólicos, na alma dos simples, na alma daqueles que vivem com os pés no chão, mas permanecem com o pensamento no universo de DEUS e o coração vibrando no universo da fraternidade. Um beijo no coração dos leitores, reflexivamente.
Jansen dos Leiros

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

DICOTOMIA ENTRE ANCIANIDADE E VELHICE

A maioria das pessoas não costuma fazer distinção entre ANCIANIDADE E VELHICE e essas pessoas não estão linguisticamente erradas. Nós, que manuseamos com a palavra, escrita e oral, em algumas circunstâncias e diante de casos específicos, nos lançamos em pesquisas de natureza semântica e etimológica, para ver como podemos aprimorar o uso ou a aplicação de alguns verbetes.
Minha proposição neste trabalho não é a de fazer um estudo de distinção semântica entre os termos componentes do título, mas de formular uma apreciação caráter pessoal e de natureza absolutamente literária, um adorno de estilo como roupagem, para ser adotada nas cenas que eventualmente possamos criar, na contextura de meus trabalhos.
Mergulando na etimoloogia, vemos que a expressão “ancião”, na origem hebraica, identificava os líderes de Israel, em quaisquer níveis, na tribo, na cidade ou a nível de nação. Em grego, o sentido era de líder religioso. O título de ancião implicava em responsabilidade e capacitação para seu exercício.
Hodiernamente, essa condição não é enfocada em nossos discionários e, ancião e velho, são meramente sinônimos, excepto, é claro, nos etimológicos.
É que, sem questionar a “verdadeira semântica” da expressão ancianidade, crio, para mim, como artesão da palavra escrita, uma conceituação própria, sem conflitar com o pensamento geral dos que imaginam ancião como alguém, assim, envelhecido fisicamente, caquético, de alma cansada, no aguardo da morte física.
Em minha conceituação, crio uma dicotomia, com base etimológica, mas acrescentando um componente ético, para fazer uma distinção entre as duas expressões.
Meu conceito de ser ancião passa por outro prisma da maturidade de consciência, da percepção da vida, da acuidade que lhe empresta a experiência vivenciada, da manutenção do tônus espiritual, que por sua vez mantém a harmonia do ciclo vital, com o imprescindível componente da ética crística. Eis o que penso, verdadeiramente como sendo o sentido de ancianidade: Algo como se fosse a condição única de projetar os valores amealhados pela “pespicalidade” desenvolvida pelo equilíbrio interno do ser detentor dessa condição psicofísica.
Os dicionários da língua portuguesa definem o verbete “velhice” como sendo o estado ou a condição de velho. E, do verbete “velho”, diz que é a coisa com muito tempo de uso, de existência;
gasto pelo uso; muito usado; e, quanto ao verbete “ancianidade”, diz que é a qualidade de ser “ancião” e, quanto ao termo “ancião”, diz simplesmente que é a coisa idosa, velha, etc.
Não discuto a sinonímia, nem polemizo! Porém, particularmente, prefiro distinguir a condição pura e simplesmente de “velhice”, como condição de desgaste físico, para aceitar a “ancianidade”, como envelhecimento físico com maturidade, com lucidez, com dignidade e tônus vital evidenciado pelo desempenho do espírito eterno, sobre o corpo físico
Dito isso, permito-me fazer pequena digressão para justificar minha postura. Lembro-me de um velhinho, Sr. Idelfonso, reminiscente de um grupo do brejo paraibano, que fixou-se em Macaíba, para compor a equipe de trabalhadores de renomado produtor de algodão, potiguar, o Sr. João Câmara, proprietário de uma central de beneficiamento de algodão, situada à rua principal daquela cidade, próximo ao porto fluvial das macaíbas, para que o produto beneficiado, fosse transportado para Natal, através dos botes à vela.
Sr. Idelfonso, à época, havia alcançado 92 anos. Era o mais velho do grupo e, tudo indicava, ser ele seu líder. Os demais, pareciam ser do mesmo grupo familiar, irmãos, filhos e netos do líder. Entre os empregados daquela enorme usina de beneficiamento de algodão, existiam pessoas com a metade da idade do Sr. Idelfonso e que aparentavam ser octogenários, tal a feição caquética, desvitalizada, distante, alienada, fora de sintonia com a própria vida que a maioria apresentava. Na verdade, entre aqueles empregados antigos, o mais idoso tinha, somente, 69 anos. A diferença entre eles chamava a atenção de todos. O Sr. Idelfonso parecia mais jovial, mais disposto, mais ativo e cheio de energia, ainda.
Ora, imaginava eu que havia de existir uma adjetivação diferenciadora entre essas criaturas que, com idade avançada, oferecessem um visual tão diferente, física e psicologicamente.
Diante desses perfis, visualmente antagônicos, ou polarizados, resolvi por mim mesmo e isoladamente, determinar-me a vê-los de forma distinta e assimilar a dicotomia adiante exposta, como a de melhor racionalidade.
Eis pois, como defino o ancião e o velho. E, assim, as tenho empregado como adjetivação, quando a eles, literariamente, me refiro.
Jansen dos Leiros

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

ABOUT THE WRITER



I was born in the last century, in Macaíba. It’s been a long time! I can’t even remember my own age.
My father, my idol culture in storage, led me to reading the classic books, and throughout my youth, he introduced me to the spiritualist literature, which is the philosophy I professed nowadays.
So, I read quite a few books and started circumstantial observations and therefore to making notes about the the book: “MACAÍBA E SEUS TIPOS POPULARES” – ( (popular figures of my city). By this time I was eighteen years old.
Later, I was to live in Rio de Janeiro and I lived there about seventeen years.
When I returned to Natal, I wrote a small book based on the spiritualist philosophy called: ”FRAGMENTOS DE REFLEXÕES” (Fragments of Thoughts). At the age of forty-four which was two years later, I wrote "CONTOS DO ENTARDECER” (Sunset Tales)." The following year I wrote “APÓLOGOS DO NASCER DO SOL” (sunrise fables) Then I launched “PRELÚDIOS DE UM NOVO DIA” (a new day prelude). These last three books, and their topics are based on inner reformation. In the same year, I wrote another chronicle book, called "RELEMBRANÇAS”. (rememories). That very same year (1985), I coordinated an anthology of a chronicie entitlied, "MACAIBA DE CADA UM” (Macaíba of each onself) in participation of twenty-one writers.
The subsequent year, I started the novel, “ITINERÁRIO DE UM SERTANEJO” (A Sertanejo’s Itinerary) which I made a truce of six years and restarted with “ADÁGIOS DE ESPERANÇAS” (Hope Adages). Five years later, "SONATA DO ALVORECER DE AQUÁRIUS” (Aquárius Sonata) was launched. And in 1999, I launched "DAPHNE – COMPROMISSOS E RESGATES” (Daphne - Commitments and Redemption).
Seven years later, in In 2006, I edited the book "GARIMPANDO A LUZ” (Combing the Light).
I have currently written to Fecomércio/RN site: http://www.fecomerciorn.com.br/ as well as to my blog: jansendosleiros.blogspot.com, which I had ready for publishing three titles: "AQUARELA DO SOL NASCENTE” (Watercolour Rising Sun)" and "ALELUIA DO HOMEM NOVO” (Hallelujah of the New Mam), which are both novels and another, as a poetry book: "ACORDES DA ALMA” (Chords of the Soul)
I conclude as for a writer, his literary productions are like children. As a literary parent myself I love all of my literary children. I just have no preferences. My wish is that each message reaches its readers.

Jansen dos Leiros

QUANDO O DNA NÃO SE FAZ NECESSÁRIO



Esse trio, que se identifica pelos olhos de seus componentes e pelo sorriso aberto, absolutamente iguais, tem, além disso, um ponto que os identifica, o sobrenome Leiros. Além dessas peculiaridades, o trio é possuidor de algumas facetas, tais como, uma inteligência acima da media; a loquacidade; a simpatia; a capacidade de verbalizar bem e de não carregar quaisquer traços de inibição.
Outro aspecto que harmoniza os personagens desse trio é o carisma nato, a capacidade de trabalho e de liderança. Onde quer que se encontrem, carregam esses traços de identificação, peculiares ao sangue que corre em suas veias e ao tônus espiritual de suas almas. Por essa razão, o certificado de DNA não se faria necessário para ratificar a genealogia desse trio. Quanto ao DNA da alma, esse é universalmente conhecido, são todos filhos do mesmo PAI, pois nascidos Dele e para Ele retornarão pela evolução espiritual, através da eternidade.
Jansen dos Leiros

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A CRISE MUNDIAL



Os sinais concretos da crise econômica que hoje assola o planeta, surgiram no início de 2.007, quando os Estados Unidos começaram a opor dificuldades à ajuda aos países vizinhos, impondo novas regras, através do Fundo Monetário Internacional.
Na verdade, para os observadores do segmento, os elementos causais do afunilamento da crise já eram previstos, há uma década atrás, camuflados ou disfarçados pelos alardes contagiantes da globalização.
Os efeitos da crise instalada e declarada nos Estados Unidos, não demorou muito para atingir o restante do mundo.
O tesouro americano, por tabela, se propôs ditar regras financeiras para o mundo, de forma subreptícia, e sob o escudo de sua obsoleta e retrógrada agência financeira: Fundo Monetário Internacional, ditando normas leoninas aos países devedores, com a proteção da águia americana, de seu arsenal bélico, vestindo a capa da arrogância e precipitando-se sobre os países endividados, acossados e bloqueados, também, na capacidade de desenvolvimento, em outros níveis e por outros flancos, todos, porém, orientados, ditados e executados pela política hegemônica dos Estados Unidos.
Porém, há outras circunstâncias que tornam mais caótico o “status quo”, quando se descobre que o FMI vem trabalhando em vermelho, há muito tempo, devedor que é do Tesouro Japonês e na medida em que o país do Sol Nascente, vendo crescer a crise ora mundializada, ameaça sacar o dinheiro investido em papéis da dívida pública americana, para não entrar de cabeça na ciranda financeira impulsionada de forma equivocada, pela globalização.
Se esse fato se concretizar, a instabilidade cambial provocada pelo saque japonês agravará a crise mundial e tal circunstância tornará irreversível o desequilíbrio desta civilização.
Como conseqüência, a crise provocará a redução do crescimento de muitos países, impulsionará o crescimento do desemprego, ampliará a fome, fomentará guerras e tornarão temerárias quaisquer estimativas de modificação do quadro ora apresentado.
A fase anteriormente aplaudida, de expansão da economia mundial, pela mídia, terminou por defrontar-se, por impactar-se com a forte desaceleração do ritmo das atividades produtivas, do surgimento da retração do mercado financeiro, afetando de modo visível o consumo familiar e a queda dos investimentos, em ordem generalizada. Assim, será reflexa a instalação da recessão na economia do mundo, sem prognóstico de cura a curto ou médio prazo.
Ademais, se observarmos o cenário mundial com uma visão menos ortodóxica e talvez mais filosófica, vamos nos defrontar com outro quadro aterrorizante, o da inversão da escala de valores morais, pois o mundo atual, vem repassando para os ávaros a batuta dos concertos da economia, os quais lhes permitem sugar, vampirescamente, e até a última gota, o plasma quase inexistente, dos povos subdesenvolvidos.
Parece-nos que a crise financeira mundial passa por um diagnóstico de pré-existência de uma crise ética, que exige, para a saúde da primeira, a cura das doenças morais que se alastraram em nossa morada terrena.

Jansen dos Leiros
Advogado e escritor

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A CONSTRUÇÃO DE NOVA CULTURA POLÍTICA


Hoje, no mundo, vivemos momentos de muitas e diversas mudanças, atingindo um amplo panorama. Em todos os quadrantes do planeta, surgem ou eclodem movimentos das mais diversas naturezas, alimentados pela expansão, pela audiência e pela penetração do grande êmulo desses elementos veiculantes: a globalização.
Há um ponto no qual se deve haver lastreado a orientação estratégica, cujo alvo seria a consecução dos movimentos sociais e a busca da cidadania, elementos esses capazes de provocar tais mudanças, incontestavelmente necessárias às adequações do cidadão moderno à solidariedade, à liberdade e à paz no seio da humanidade, ou seja, a busca e o exercício universal dos direitos fundamentais, num contexto holístico.
Modernamente, se põe em discussão o problema do “poder”, daí a necessidade de ser enfocada a questão da estratégia. De seu planejamento e de sua execução. Simultaneamente, aumentam os debates sobre as questões de “Estado” e de “Governo”, confluindo para a importância das transformações sociais.
A crise mundial, eclodida em razão dos equívocos ocorridos em face da aplicação das políticas neoliberais, parecem confirmar a análise e as justificativas do movimento altermundialista, que prescreve o ajustamento de todas as sociedades ao mercado mundial, através de uma regulamentação a ser editada pelo mercado mundial de capitais. Eis a tese do movimento em curso, ganhando terreno numa trilogia de expansão geográfica, social e temática, considerada pujante aos olhos e à compreensão dos observadores do segmento.
Em verdade, hoje nos deparamos com uma grande crise mundial, expandida pela globalização capitalista, alimentada ou emulada estrategicamente pelo neoliberalismo. Crise estimada, prevista e anunciada há décadas.
Não cabe, aqui e agora, tecer-se considerações sobre os elementos causais dessa crise que acomete o mundo, quer no seu segmento financeiro, que torna caótica a economia mundial, quer a crise imobiliária que nos abre as cortinas para o perigo do superendividamento, fracassado, perigosamente, no papel de motor do desenvolvimento. Deixa-nos atônitos! Se falarmos na crise energética, essa nos remete aos limites do ecossistema da Terra e, finalmente, se falarmos na crise alimentar, crescendo em alguns continentes do planeta, talvez venhamos a sentir as sensações de imensa implosão.
Daí, em favor de nossa mãe Terra e de sua humanidade, impõe-se a construção de uma nova cultura política, que deságüe no grande projeto de formação de um mercado mundial comum, de um movimento social em busca da cidadania mundial, e da renovação do imperativo democrático.

Jansen dos Leiros
Advogado e escritor

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

NA HORA DO CREPÚSCULO



NA HORA DO CREPÚSCULO

Lançadas, hodiernamente, às mais diversas camadas de seres humanos espalhados pela superfície deste planeta azul, as enxurradas de informações (globalizadas e globalizantes) têm o condão mágico de deixar os homens provectos, perplexos, atônitos e, possivelmente, desnorteados.
Se de um lado, não conseguem amealhar todas as informações que lhe são ofertadas, tal o inusitado cultural, por outro lado, também não conseguiriam, pois que o córtex cerebral de nossa geração não foi projetado para o nível ou perfil exigido pelos tempos modernos. Somente as gerações atuais ou porvindouras sofrerão as mutações necessárias às novas exigências.
Vejam, digo isso por enxerimento, pois não entendo dessas coisas. Não mergulho nos elementos dessas tecnologias. Sou de geração passada. Tenho limites de percepção. Não sou mutante. Tenho escassez de neurônios. Espiritualmente, talvez seja mais experiente, mais vivido. Porém, por outro lado, sou defasado, antiquado, face ao escafandro que visto, sem, todavia, ser avesso às inovações.
Careço que, comigo, tenham paciência. Um dia, quem sabe, possa eu ter uma melhor percepção e, em conseqüência, menos dificuldades para lidar com as modernidades.
Somente agora, aos setenta anos, consigo entender alguns passes de mágica da informática (que não são mágica), dos controles dos instrumentos eletrônicos, e isso mesmo de forma raquítica. Por tal razão, torno-me patético, dementado, apalermado, ou até boquiaberto, diante das crianças, de um ou dois anos, que sentam diante de um micro-computador e conseguem ligá-lo e nele operarem como se lidassem com varinhas de condão, conseguindo façanhas.
Esses fenômenos não acontecem somente aqui, mas no mundo inteiro, em todos os parâmetros, onde quer que nos encontremos.
Parece-nos que, diante dessa realidade, devemos nos deixar expectantes, pacientemente aguardando que o Departamento de Emigração de dimensões mais sutis, nos libere o “passaporte”, com o qual seremos enviados, por “e-mail” astralino para novas etapas da realidade cósmica, depois do que, naturalmente, seremos “linkados” adequadamente, objetivando nos nivelarmos para o novo momento da vida.
E, enquanto essa comunicação não chega para os da nossa geração, só nos resta aceitar a realidade carinhosamente denominada de “defasagem etária” e, no aguardo, viver das lembranças, relembranças ou das lágrimas contidas, porque não choradas.


Jansen dos Leiros

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A crise globalizada, o neoliberalismo e o altermundilaismo



Gustave Massiah, economista francês, professor de urbanismo e analista político, defende “que o fracasso do fundamentalismo de mercado amplia as tentações autoritárias e xenófobas – mas também abre novas oportunidades: Distribuição de renda, nova geopolítica internacional, regulação pública das finanças e reinvenção da democracia, então na agenda. Só será possível avançar, propondo alternativas”.
Ora, o Fórum Social Mundial foi uma grande arena de debates no epicentro do maior questionamento sobre a ecologia planetária, a “Amazônia”. Naquele cenário foi colocada em confronto a questão das contradições da crise ecológica e da crise social. Evidentemente, outras questões também foram levantadas, como a da cidadania na América Latina, a união dos povos indígenas, dos camponeses, dos sem-terra, fluindo para a economia social e solidária.
Porém, considerando que os movimentos atuais criaram ou fomentaram novas relações entre o social e o político, renovando o entendimento sobre o imperativo democrático, tem-se que duas vertentes desaguavam suas potencialidades em leitos distintos e paralelamente opostos. De um lado, o Neoliberalismo. Do outro, o Altermundialismo. Naturalmente que enfoques com distintas matizes foram colocados à mostra, como a necessidade de evolução do continente; a importância das macro regiões, na globalização, a crise de hegemonia norte-americana e, finalmente, a indisfarçável crise macro alimentada pela globalização capitalista.
Esse era pensamento dos que participaram do FSM e afirmaram que o trabalho realizado tinha como objetivo a “construção de uma alternativa à lógica dominante, ao ajustamento de todas as sociedades ao mercado mundial.”
Estamos diante de dois segmentos divergentes: Um, que defende a organização de uma sociedade com base na regulação do mercado; outro, que propõe a organização da sociedade, garantindo o acesso de todos aos direitos fundamentais.
Segundo Michael Löwy a manifestação de Seattle, em 1999, onde as multidões opunham-se à forma capitalista e liberal, às injustiças, às desigualdades, ao desemprego, à exclusão social, à destruição do ambiente, às guerras imperiais e aos crimes contra a humanidade, era fruto do movimento “zapatista” de 1994, com o grito: “Ya basta!” E segue dizendo que a dinâmica desse movimento internacional contra o neoliberalismo, dividiu-se em três etapas distintas, tendo como instante inicial o “não” ao “status quo” à “corporate globalization”, corporificando uma flagrante indignação. Por trás de tudo, estava evidenciada a revolta contra a Organização Mundial do Comércio, o G-8, motivada pela desconfiança gerada pela inconfiabilidade das regras do jogo imposto pelos poderosos.
E conclui afirmando que sem a negatividade atuante, sem a fibra da rebeldia e do protesto, o movimento altermudialista não existiria, tendo como alvos a OMC, o FMI, o BM, a política neoliberal e os grandes monopólios internacionais, pois todos eles são responsáveis pela mercantilização do mundo.
Diante dessa conjuntura, reflitamos.

Jansen dos Leiros
Advogado e escritor

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009


DESENVOLVIMENTO
TECNOLÓGICO
EXIGE QUALIFICAÇÃO


O relatório sobre desenvolvimento humano e o crescimento econômico, expedido pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), em 1996, já apontava as técnicas de automação desenvolvidas na microeletrônica, como um novo paradigma tecnológico, determinando mudanças consideráveis nos processos produtivos que afetavam as forças do trabalho.
Todavia, essas mudanças concentravam-se nos países desenvolvidos, em decorrência das inovações acima apontadas.
Essa conjuntura, foi, sem dúvidas, a impulsionadora da inserção de mudanças, exigidas pela necessidade de reestruturação dos atributos da força de trabalho, principalmente em razão da decorrente exigência factual ou conjuntural de investir-se na aquisição dos conhecimentos necessários à qualificação dos trabalhadores, objetivando oportunizar a excelência do sistema produtivo, privilegiando a capacidade para o treinamento ou exercício das funções mutantes, simultaneamente à capacidade de comunicação, escrita ou verbalizada, bem assim a capacidade de iniciativa dos colaboradores, elementos que, anteriormente, não entravam na composição do perfil funcional.
Hoje, percebe-se que essas novas técnicas exigem maior relacionamento desses colaboradores com diversos níveis hierárquicos, implicando em desenvolver as aptidões do raciocínio lógico, uma atenção mais apurada, uma boa coordenação motora, destreza manual, conhecimento técnico geral, acuidade de percepção, visão do mecanismo de produção, conhecimento genérico de gestão, gestão da produção, noções de estatística, de eletrônica, de informática, de geometria e, também, de mecânica com vistas à automação, ou seja, um mergulho eclético, talvez holístico para a “performance” ideal de um colaborador bem qualificado.
Para obtenção desse perfil, em termos práticos, faz-se necessário que o colaborador obtenha uma sólida preparação, a nível de instrução tecnológica e para lastrear sua específica qualificação na empresa, à qual está servindo como tal, a fim de que a empresa, enquanto veículo de produção, possa criar uma nova estrutura operacional, em sintonia harmônica com a imagem do mundo globalizado.
Essa foi a imagem repassada no relatório do IPEA, acima mencionado, identificando a realidade do final do século passado, como emuladora das mudanças processadas no início deste milênio, motivadas, sem quaisquer dúvidas, pelas influências da globalização.

Jansen dos Leiros
advogado e escritor

terça-feira, 27 de janeiro de 2009




PARADIGMA ORGANIZACIONAL


Segundo Yoshiaki Nakano, nos anos noventa, a indústria brasileira começou um novo processo de mudança estrutural, para condicionar-se à sua integração no mercado mundial.
Dois indicadores apontavam como causas precípuas dessas mudanças. O desafio da competição externa e o desenvolvimento motivado, pela conjuntura eclodida “pós-substituição de importações.”
Historicamente, temos que a abertura da economia brasileira em 1987, tivera como causa mais remota as forças da globalização nas operações da economia mundial cuja emulação decorria do crescimento econômico no segmento do comércio, fortalecido pelos investimentos e financiamentos internacionais.
Impunha-se, assim, a entrada participativa de nosso país na competitividade da economia mundial.
Nesse cenário, uma coisa estava muito patente: a existência de “forças transformadoras radicais” que faziam aumentar as tensões, em decorrência dos ajustes da economia aos requisitos coercitivamente impostos face à liberação do comércio e dos investimentos mundiais, fluindo para uma incontestável internacionalização, bem assim desaguando numa expansão geográfica de difícil contenção, das atividades econômicas, ignorando as fronteiras nacionais. Vivíamos a globalização, com crescente harmonização econômico-institucional.
Obviamente, que tal circunstância não se pode traduzir como uma renúncia aos interesses nacionais. Não! O de que precisamos é redefinir, de maneira pragmática, o que é “interesse nacional” e, simultaneamente, nos adentrarmos com maior consciência sobre as transformações pelas quais passa a economia global e estabelecermos novas estratégias para o desenvolvimento nacional, em contrapartida às condições impostas pela realidade mundial.
Concluímos, então, com o sentimento de que a economia mundial detém, hodiernamente, as forças mais dinâmicas em prol de seus avanços; que as últimas décadas demonstraram a crescente internacionalização do processo do desenvolvimento econômico e, paralelamente, reforçado com as inovações tecnológicas de informação, formando a base do tripé dessa conjuntura, com a globalização. Reflitamos!

Jansen dos Leiros

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

ENTRE DANÇAS E CONTRADANÇAS


Parece-nos que o criador, para a “acontecência” da vida, neste planeta azul, resolveu estabelecer um ritmo e uma forma alternativa do viver, objetivando, quem sabe, alcançarmos o desenvolvimento ascensional para o qual fomos criados: Vir de DEUS e para ELE voltar pela evolução.

Suponho que o criador tenha editado uma lei, que adjetivou de “causa e efeito” ou lei da “ação e reação”, para testar o crescimento dos homens.

Daí, a alternativa que imagino ter sido oportunizada. De posse de uma faculdade designada de “livre arbítrio”, o homem pode usar de sua vontade e agir de conformidade com o que deseja fazer. Porém, se de um lado foi permitido o uso de sua vontade, a lei impôs, em contra partida ao procedimento causal, um retorno igual e diretamente oposto.

Se, ao utilizarmos nosso arbítrio, dentro dos parâmetros das leis universais, a resposta vibratória de nossa ação terá a mesma natureza do elemento causal, emulador, ou impulsionador. Assim, a resposta à ação será positiva no contexto das vibrações cósmicas, equivalendo a um crédito. Se, todavia, utilizarmos esse arbítrio com ações contrárias às normas universais, o retorno obedecerá à natureza do impulso gerador e sofreremos os impactos, os efeitos desse ato, com a mesma contextura do fato emulador, isto é, equivaqle a um débito com as leis universais.

Entendo que a permitida liberdade de ação, implicaria no prévio nivelamento da mentalidade dos homens às vibrações de harmonia e conscientização de seus atos, tendo como meta o equilíbrio da própria espécie humana. Porém, percebo que a pré-falada liberdade de ação não exime o homem das conseqüências dos atos perpetrados, pois que estão sempre atrelados à lei de causa e efeito, ainda vigentes nesta fase evolutiva do ser humano.

Visto dessa maneira, no palco da vida, o homem defronta-se com uma cena que poderíamos chamar, metaforicamente, de dança e contradança, pois assim se nos configuram os altos e baixos da vida humana.

Finalmente, concluímos que para viver nesta dimensão mais densa, de maneira a permitir aos seres pensantes formularem uma análise conjuntural mais próxima da realidade e na medida de suas percepções, o homem precisa haver desenvolvido em si a capacidade de exercer a empatia, para inteligir o embasamento sobre o “modus operandi” do viver humano, sobre o ritual da vida, para o qual tais seres parecem estar obrigados a exercitá-lo, por circunstâncias várias, e a vivenciá-los, a fim de, através desse procedimento, chegar à consciência de auto gerenciar-se, criando condições de poder alçar os horizontes do crescimento espiritual.

Minha imaginação, diante da premissa, tenta moldar as circunvoluções desse processo da criação e termino por visualizá-lo como um gigante tobogã, ou um grande espiral que nos fizesse retornar à mesma linha da volta anterior, sem que ocupemos o mesmo espaço já percorrido. Isto é, vejo-o como um espiral ascendente e expansivo em busca do infinito cósmico.

A perplexidade de tal visão nos remete a ausência ou inexistência do tempo, como se o hoje e o amanhã passassem a ser um só e eterno momento.

Receio que haja ocorrido, em mim, uma explosão dos poucos neurônios, em mim existentes, e me encontre aqui e agora no grande salão da vida, entre DANÇAS E CONTRADANÇAS de estranhas e inconcebíveis contra-evoluções.

O questionamento que me faço é o seguinte: Se somos seres criados, nascemos, obviamente, de um ser que nos emprestou sua semelhança, sua aparência e, geneticamente, possuímos seu DNA.

Herdeiros desses valores, ou qualidades, ou talentos, ou como queiram chamar tais dotes, aqui nos encontramos, meio adementados, talvez totalmente “apalermados”, sem sabermos a verdade sobre o andamento da vida neste planeta, como se até as hierarquias celestes cometessem seus equívocos e tivéssemos nós humanos, talvez, aquilo que se pode chamar de culpa concorrente.

De fato, não sabemos se estamos seguindo um determinismo divino ou se os homens são, pura e simplesmente, causadores de todas essas hecatombes, todos esses desastres, todos esses dissabores, todos esses sofrimentos, de todo esse caos apocalíptico, como se vivenciássemos uma loucura tragicômica em circunvoluções tobogânicas, quiçá dantescas. Eis nosso ritmo de hoje, entre DANÇAS E CONTRADANÇAS.

Jansen dos Leiros
Advogado e escritor