quarta-feira, 13 de julho de 2011


TESE DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO


'O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'

'Fingi ser gari por 1 mês e vivi como um ser invisível'
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da
'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas
enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado
sob esse critério, vira mera sombra social.
Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costavestiu uniforme e trabalhou
um mês como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo.
Ali,constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres
invisíveis, sem nome'.
Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição
de sua vida:
'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode
significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o
pesquisador.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano.
'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço.
Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro.
Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.
O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central.
Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo
andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu.
Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
E depois de um mês trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está
inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais.
Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa.
Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe.
Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo
nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.
*Ser IGNORADOé uma das piores sensações que existem na vida!
    MOTIVO DE SATISFAÇÃO!

Saturnino, boa madrugada!

Não conhecia o Correio Saturnino e fiquei surpreso por havê-lo conhecido. Suas notícias não somente são oportunas como nos engrandecem a projeção do povo no sentido do aprimoramento do gosto. Nunca fui um bom leitor, porém, ao contrário, sempre gostei de esc rever.

Já produzi alguns livros, porém não somos muito agraciados com os meios de divulgação desses filhos que lançamos no mundo. Porém, o surgimento de veículos como o seu Correio é que nos estimulam o desej0o de transmitir o que nos vem à alma.

Meus livros têm sido bem recebidos na província. Até agora, editei: Contos do Entardecer, Apólogos do Nascer do Sol, Prelúdios de um Novo Dia, Itinerário de um Sertanejo, Daphne - Compromissos e Resgates, Alelúia do Homem Novo, Aguarela do Sol Nascente, Adágio de Esperanças, Relembranças, Transcendência e algumas contribuições em peiódicos

Estimo que, muitos como eu, tomem conhecimento de seu "CORREIO". Parabens e continue a contribuir para essa nova performance em prol da cultura.

Jansen Leiros





segunda-feira, 11 de julho de 2011


ALÉM DO CORPO

Ciro José Tavares

Faço uma viagem além do próprio corpo,

ouvindo o mistério das silenciosas vozes que atravessam noites.

Na quietude o murmúrio de invisíveis andarilhos

repercute embalado por intangível brisa,

para revelar diálogo saudoso e dolorido

ao espelho que sou reduzido à força estranha,

medroso diante do amor estigmatizado no meu rosto,

a pele inteira recendendo perfume

que a paixão febril de Afrodite derramou na explosão da entrega.



sexta-feira, 8 de julho de 2011

“Prossegue, semeador, alçando monte acima, a Ao plantação da fé , na gleba da esperança

Ara, semeia, aduba e, itimorato, avança, Consagrado a servir ao sonho que te arrima”

Auta de Souza - . Ao sol do campo -

Auta de Souza – soneto psicografado por Francisco cândido Xavier – julho e 1975



Superando a aridez da vida

Jansen Leiros

Nosso sol é sempre causticante,

Em seu percurso em direção à Vega

E nos caminhos, nos quais ele trafega,

Margeiam núcleos quase escaldantes.


Mas nesse ciclo de aquecimento

Semeia o homem sementes de Luz,

Sob o amor que brota docemente

Da aura branca do Cristo Jesus!


E a colheita é sempre meritória

Pois planejada com carinho e amor

Mesmo aquecido o clima do plantio.


Sendo bendita a sua trajetória

Itimorsato que é o plantador

Que se supera,mesmo no estio.



“Feliz de ti se choras e bendizes, a angústia que te oprime e dilacera, guardando a Luz da fé, viva e sincera, no coração marcado, a cicatrizes.


Auta de Souza - Bendize – Relicário de Luz! 1ª Edição – 1962”



A criança, quando amada, bendiz à vida!

Jansen Leiros



Feliz retrato da infância,

conectada ao seu entorno,

Atenta a um pequeno adorno,

ao qual bendiz, pela beleza.



Da ternura, faz sua abastança!

Quer ser mimada só com um sorriso.

Conserva o coração como um abrigo,

que se abre só, ao Sol da confiança.



E a menina de cabelos loiros

Traz a candura já em seu olhar,

Reflete deste Sol um brilho tão dourado,

Que só seus olhos podem acompanhar



Que tu não cresças, eu te peço, agora!

Para não perderes teu riso infantil

Pois conquistaste os Deuses do Olimpo,

Enquanto meiga e muito infantil.





Guarda a Luz da alma, eternamente!

Cultiva sempre em Ti, O BENDIZER.

Convence a LUA de tua beleza!

Faz da infância todo um benquerer.



Toda criança é sempre FLOR SINGELA!

Sempre ditosa!, transbordante no AMOR!

E quanto mais não cresce, se agiganta

E se agiganta, bendizendo a FLOR.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A PARÁBOLA DOS TALENTOS

Pergunta: Em Mateus 25:14-30, é apresentada a parábola dos talentos. Logo em seguida, no mesmo capítulo, versículos 31-46, é apresentado o julgamento geral. Pergunto: qual a relação entre a parábola dos talentos e a chegada do Mestre Jesus, para o julgamento geral?

Jan Val Ellam: A parábola dos talentos pouco tem sido compreendida ao longo dos séculos. De fato, estranhamente, tem uma singular relação com o que se chama de juízo final ou julgamento geral, o que torna a pergunta muito interessante, mas, curiosamente e apesar disso, apresentada com pouca freqüência. É possível até que, nesses quase 20 anos de estudos, essa questão jamais tenha sido levantada. Mas, o que é a parábola dos talentos?

Jesus, em certa oportunidade, tentando ensinar ao povo através de uma história simples, como sempre fazia, disse que um determinado homem de posses ia viajar. Por isso, chamou os seus servos e resolveu entregar a eles as suas posses, a cada um segundo sua capacidade, dizendo que, quando retornasse, queria que lhe fossem prestadas contas daquilo que ele deixara. Chamou o primeiro servo e disse: “Aqui tens cinco talentos”. Com o segundo deixou dois talentos, e com o terceiro, um.

Viajou e quando retornou chamou o servo com quem deixara os cinco talentos e lhe perguntou o que havia feito deles. O servo respondeu: “Aqui estão os cinco talentos que me destes e mais cinco que conquistei com meu esforço”. O senhor lhe disse: “Servo bom e fiel, no muito serás comigo”, ou seja, eu te darei mais ainda.

Aquele que havia recebido dois talentos chegou e disse: “Mestre, aqui estão os teus dois talentos e aqui estão mais dois, conseguidos com o meu esforço”. O senhor lhe disse a mesma coisa: “Servo bom e fiel, regozijarás comigo também no muito, mais ainda te darei”.

Aquele, porém, que recebera um talento chegou para o mestre e disse: “Aqui está o talento que me destes, escondi-o para devolvê-lo na volta”. Estranhamente, o senhor critica a postura desse servo, dizendo que, na hora da prestação de contas, “até o pouco que alguns têm será tirado, e a quem muito tem muito mais ainda será dado”.

O que significa essa mensagem? O que isso tem ver com o julgamento geral? Os espíritos dizem que isso somente pode ser compreendido através da doutrina da reencarnação.

Às vezes nascemos na vida com os talentos da beleza física, da oratória, da riqueza material, do tempo disponível, e o que fazemos desses talentos?

Às vezes alguém chega e pede que consigamos um emprego para uma terceira pessoa. Então raciocinamos assim: eu não vou pedir esse emprego, porque vou terminar empenhando o meu nome, e se essa pessoa não se sair bem, eu vou-me “dar mal”. E decido não utilizar o meu prestigio social para ajudar essa pessoa.

Talvez eu tenha tempo disponível, mas gasto todo ele em coisas não muito úteis tais como ver novelas na televisão, e nunca tenho tempo para ajudar ou escutar alguém.

Sou talvez muito bonito e uso a minha beleza física apenas para as conquistas no campo da natureza animal, e provoco infelicidade nas pessoas que conquisto.

Com o meu talento de oratória desvio caminhos, semeio inquietações e ilusões.

Uma pessoa que agir dessa forma não multiplicará os talentos recebidos numa determinada vida. Para que ela possa aprender a valorizar o talento da beleza física, da oratória, da riqueza material e o tempo disponível, até esse pouco que lhe foi dado será tirado, pois, em suas próximas vidas, essa pessoa nascerá sem beleza física, pobre, tendo que lutar a cada segundo da existência por um emprego que lhe possa dar o suporte material e precisando desesperadamente da ajuda de outros. Se os outros agirem como essa pessoa agiu numa vida passada, quando tinha prestígio e tempo disponível, ela não será ajudada.

A cada encarnação, cada um recebe sua cota de possibilidades, de acordo com um fator resultante dos seus méritos e deméritos espirituais. Assim, durante a vida, em nome do progresso moral e espiritual em que necessariamente deveríamos nos empenhar, a providência divina possibilita certas situações de aprendizagem dos sentimentos de bonança, fraternidade e amor, nos contextos em que estivermos inseridos – nossa família, o ambiente de trabalho ou outros.

Quando nos utilizamos das “facilidades e potencialidades” dadas pela vida – a exemplo de alguém que ocupa funções importantes no âmbito maior – para servir ao próximo, mais e mais a natureza vai nos provendo tanto nesta vida, como nas futuras. O Pai Celestial nos dará muito mais, porque quantos mais talentos uma pessoa como essa tiver, mais riqueza ela distribuirá com aquelas pessoas que estão ao seu redor.

Mas quem recebe talentos na vida e não os multiplica, guardando-os para si mesmo de forma egoísta e falsamente prudente, termina por tê-los retirados de si, para que possa valorizar o esforço pessoal e aprender a se sensibilizar com a desgraça alheia e a se pôr em risco para ajudar.

Os espíritos dizem que teria sido nesse sentido que Jesus ensinou na parábola dos talentos. É imperioso observar que, sob essa mesma ótica, o julgamento geral, o juízo final, a separação do joio e do trigo ou o julgamento dos vivos e dos mortos são quatro conceitos que dizem a mesmíssima coisa.

É importante observar que a própria doutrina espírita esclarece que, de tempos em tempos, qualquer orbe no cosmo passa por reciclagens espirituais, quando mais da metade da população planetária já atingiu um certo grau de evolução, mas ainda existe uma minoria empedernida apresentando comportamento diverso, e impedindo o progresso daquele mundo. Para que ele evolua é necessário que ocorra essa reciclagem espiritual, na qual as individualidades ainda equivocadas são convidadas a se retirarem do ambiente, para que o planeta possa progredir. Essas individualidades são exiladas, expulsas daquele mundo para outro, onde lograrão aprender o que naquele primeiro não conseguiram, a exemplo de uma classe de 50 alunos, 35 esforçados para aprender e 15 que simplesmente “bagunçam” o tempo todo, impedindo o aprendizado dos primeiros. O professor avisa que no fim do ano as médias serão conseqüentes ao esforço e desempenho de cada um, e que aqueles que não atingirem a nota mínima não conseguirão ser aprovados e serão “convidados” a fazer o curso de recuperação em outra escola.

Assim, pelo que informa a espiritualidade, há cerca de 600 mil anos começou uma espécie de “ano letivo” para as almas que encarnam ciclicamente na Terra e agora esse “ano” está terminando.

Quando Jesus falava da “geração de espíritos que vivem na Terra”, Ele se referia à população de almas que reencarnam ciclicamente e lotam esse mundo desde 600 mil anos atrás. Todas elas se caracterizam por um comportamento – perderam a habilidade de amar, tornaram-se incapazes de amar. As almas que vieram exiladas para cá e ainda estão aqui até hoje – ou seja, nós – foram contaminadas com essa “doença”. Com isso, perdemos a simplicidade necessária para expressar a ternura, a fraternidade e o amor que, em tese, deveríamos sentir uns pelos outros. Esse é o nosso grande problema.

Em não amando, ficamos doentes e nos tornamos complexos e perigosos, descumprindo as regras das sociedades cósmicas. Por isso, fomos alojados neste mundo, a exemplo de alguém que na sociedade dos homens infringe as leis e agride, mata ou rouba. Esse criminoso tem que ficar numa penitenciária durante certo tempo, até que purgue sua pena ou apresente um novo comportamento que lhe permita ser aceito pela sociedade. Somente após o pagamento da pena, apresentando a condição de ser reintegrado à sociedade, esse individuo é solto.

É sob essa ótica que todos nós estamos neste mundo, acreditemos ou não em Deus, percebamos ou não o processo da reencarnação. Fato é que estamos pagando as mesmíssimas matérias ao longo das vidas, recebendo cotas de talentos para multiplicá-los e poder ir adiante.

O Pai Celestial, na sua infinita bondade, misericórdia e justiça, proporciona a cada ser terreno todas as condições para que, ao final do “ano letivo”, todos tenham tido as mesmíssimas oportunidades, o mesmo grau de dificuldade. É sob essa premissa que os espíritos afirmam que estamos chegando na atualidade aos últimos dias desse processo e que o tal julgamento geral já está em curso, só que nos ambientes espirituais, pois que, a partir do ano de 2.050, somente reencarnarão na Terra espíritos tendentes ao bem, mesmo que ainda muito imperfeitos.

Então, se assim é, esses espíritos tendentes ao bem nada mais são do que aqueles que multiplicaram os talentos recebidos nas muitas vidas, em benefício próprio ou das pessoas da comunidade em que estavam inseridos. Aqueles que, infelizmente, após terem tido as mesmas oportunidades reencarnatórias, não conseguiram a tal nota mínima de tendência ao bem e perturbam o progresso da Terra, dela sairão.

Como visto, a parábola dos talentos tem tudo a ver com o julgamento geral, como perguntado pelo nosso irmão Luiz.

Jan Val Ellam.