quinta-feira, 18 de junho de 2009

VENDO ALÉM DAS APARÊNCIAS


Ernesto era um velho capataz de fazenda, que administrava uma gleba destinada à criação de gado, no município de Cerro-Corá, em terras do elefante nordestino.
O conheci faz tempo. Eu deveria ter perto de dezenove anos, quando a cada mês viajava até aquele lugar serrano, para ver Berenice, uma linda morena de olhos verdes, de brejeirice incomum. Era neta de Ernesto, através dela, o conheci.
Pois bem, Ernesto era um peão filósofo, vaquejador de estrelas,... prosador contumaz. Porém, se tinha a cabeça nos céus, o pensamento na ionosfera planetária, seus pés eram bem postos na terra barrenta dos sertões. Manipulava com maestria sua racionalidade, aparentemente rude pelas circunstâncias da vida, pela ambiência de seu entorno, mas equilibrada pela sabedoria com a qual mesclava suas ações.
Num final de semana enluarado, estava sentado na varanda da casa de Ernesto, acompanhado da meiga Berenice, quando, um vizinho de propriedade, alí chegou cumprimentando a todos e procurando pelo Dr. Bruno, o fazendeiro para quem Ernesto trabalhava. Ele, o vizinho, estava preocupado com a iminente passagem da rede elétrica naquela região, pois não entendia as razões daquele procedimento, tentando explicar suas dúvidas e receios. Ao final das colocações, Ernesto levantou-se e foi até a borda da varanda. Olhou o céu estrelado e, voltando-se, disse que o Dr. Bruno havia viajado para Recife, a fim de tratar, exatamente daquele assunto com a CHESF. Olhou por uns instantes para o visitante e aproveitou o ensejo para dizer: “Cumpade, ocê tá vendo aquelas estrela alí? Trepata lá no céu? Elas tão bem arriba de noi e, de lá, onde morram, enxergam tudo o que noi não consegue vê daqui, que a visão é curta. Pois bem! Esse Dotô Bruno é parente daquelas estrela! Ele vê as coisa muito longe. Muito depois do tempo! Fareja o futuro! Sua cabeça é cuma o Cabugi! Tá muito alta e vê o que nói num consegue vê. Ele foi falá com os homem da CHESF porque sabe das coisa boa que a rede vai trazer pra noi aqui. Dr. Bruno vê depois das esquina. Esse dotô Bruno sabe o que faz.”
Senhores! A administração desta FECOMERCIO consegue enxergar “além das esquinas” ou seja “fareja o futuro” no dizer do velho Ernesto. Na verdade, a FECOMERCIO vem mapeando sua gestão, executando seus projetos, pontuando positivamente.
Na sua aparente simplicidade, o Presidente da FECOMERCIO tem olhos de longo alcance. Teve a habilidade de juntar uma excelente equipe, sob a batuta primorosa da diretoria executiva desta casa que tem como princípio a busca pela excelência. Some-se a tais habilidades a atuação impar da assessoria de comunicação que dá suporte a essa engenhosa gestão, cujo poder de aglutinação deste segmento já se fez percebida no seio de nossa comunidade; desta cidade portal; a cidade do sol; esta cidade “do Natal” como dizia nosso inesquecível Câmara Cascudo. Pegando carona na filosofia de Esnesto, pode-se dizer que a Administração do Sistema Fecomercio - Sesc, Senac, posta-se no topo na filosofia da boa gestão, interagindo com o Ontem, o Hoje e o Amanhã.

Jansen dos Leiros

segunda-feira, 8 de junho de 2009

HÁ LIDERES... E LÍDERES!


Há uma expressão bastante usada nos meios das elites culturais: Há lideres e líderes!
De fato, as características da liderança, são múltiplas. São diversas. Diferenciáveis entre os qualificados como portadores dessa habilidade de comando. Há lideranças de todos os matizes, de todas as nuances, com energias diversificadas, cujas “impedâncias” não são de fácil percepção, porque diluídas no psiquismo dos liderados.
É que, na verdade, essas lideranças são distintamente manipuladas na conveniência dos condutores hierárquicos deste planeta, postados em dimensões não enxergadas pela visão comum aos seres humanos, mas potencializadas num objetivo possivelmente ascensional à excelência dos valores da divinização dos seres da criação.
Algumas são portadoras de irresistível carisma; são atraentes, possuem imãs postados na voz, na eloqüência, no olhar, na gestuália, na “misancene” cativante, que talvez nós possamos chamar de encantamentos mimetizados, sob mil facetas. Particularizando, diríamos que há lideres, cujo comando de suas energias voltou-se para o Bem e por tal razão permanecem na lembrança de seu povo e, em alguns casos, na memória das civilizações.
Outras lideranças, em ascese, portadoras de menor plenitude de poder e carisma, utilizam o processo da empatia com seus liderados ou simpatizantes, através de mecanismos sobremaneira hipnotizantes, mas sem a potencialidade dos mais “yangs”. Outras, ainda, agem através de disfarces, de engodos e seguem laborando por meio de processos sub-reptícios, construídos, às vezes, por trás das cortinas da vida, guardando, entretanto, nítidos sintomas de chantagens emocionais e de alcances subliminares, envolvendo suas vítimas nas teias, quase invisíveis, que vão fabricando, com metabolismo próprio, e deitando no entorno de suas vítimas, vampirizando-as psiquicamente.
Enfim, o universo das lideranças é cheio de galáxias, umas nebulosas, outras luminosas e atraentes, aliciantes, envolventes, em miríades de fagulhas energéticas de natureza alucinatória. Eis o quadro mural de proporções panorâmicas, sob o qual se nos apresenta o tema proposto.
Sem querer confrontar com as teses filosóficas, no que pertine aos segmentos do pensamento; bem assim sem querer conflitar com a etimologia fascinante das semânticas, das metáforas, dos instantes poéticos em forma de prosa, citemos, tão somente como ilustração, que muitas foram as regiões do planeta que se destacaram como berços de valiosos, incomparáveis e incontestáveis líderes, principalmente no campo do saber e da religiosidade. Outros, no campo do mal e da crueldade, com o apoio de inteligências que, de certa forma, ampliaram o poder das trevas e o domínio do pavor, como foram, a seu tempo, Átila – Rei dos Hunos, Genghis Khan e Adolf Hitler e, no segmento da religiosidade, poderíamos até, citar os terríveis líderes inquisitoriais, os quais preferimos omiti-los, tal o peso das negatividades dos sofrimentos e dos males infligidos aos seres por eles vitimados.
Sintetizando esta abordagem, podemos elencar: a Índia, a China, o Tibete, a Grécia, a Mesopotâmia, a Judéia, a Mongólia, a França, a Alemanha, o Brasil e outros tantos países, como berço de alguns líderes, ligados às correntes do Bem e do Mal.
Como vêem, neste micro ensaio e face ao seu contexto, todos nós estamos vinculados às correntes energéticas de alguma liderança que nos alimenta os sonhos ou desejos mais recônditos, conduzindo-nos pela trajetória por ela programada, mal grado de nossos arbítrios, os quais nos circundam, tão somente na órbita da individualidade pura. Muito bem, sem desejar estabelecer julgamentos, nem aferir valores aos que foram e são portadores desses mecanismos de comando, mas tão somente apontar a existência da dicotomia entre as correntes do Bem e do Mal, chamados de lideranças, permito-me, numa sequência cronológica, mencionar os nomes daqueles que considero terem exercido lideranças, merecedoras do registro que a história já o fez. Nossa menção se inicia com o maior desses líderes que é Emmanuel J E S U S – o Cristo de DEUS, cuja doutrina do Amor Universal já se estendeu a quase toda Terra e cuja potencialidade cósmica tem sido responsável pela manutenção das correntes do Bem, em defesa da humanidade, pois que é o majestoso representante da hierarquia dos anjos celestiais neste planeta azul, componente do sistema solar – a Terra.
Retornando aos comentários sobre as grandes lideranças, façamos um bosquejo cronológico, recomeçando com Zaratustra, no século VII a.c, grande líder do pensamento que utilizou a poesia para construir um pensamento filosófico, sem contudo conceituá-lo como tal, mas que se encontra resplandecente no bojo de sua poesia.
Em seguida, um grande pensador, nascido no norte da Índia, príncipe Sidarta Gautama, o Buda (500 a.c) abandona sua família e a fortuna de que era possuidor, para peregrinar em busca de encontrar a verdade para o enigma da própria vida. Ele tornou-se o grande líder asiático, notabilizando-se por haver encontrado o caminho da Paz Interior, da harmonização do criado com o criador, embasando uma das religiões – o budismo - com o maior número de adeptos, neste mundo.
Também oriental, Lao Tsé é chinês, nascido em 500 a.c. Foi um grande pensador, poeta e homem iluminado. Há uma vasta literatura falando de seus pensamentos e de suas frases de profundos contextos filosóficos. Uma delas é “Se o desejo escraviza o pensamento, a verdade foge de imediato pela janela mais próxima”.
Outro chinês que se notabilizou pelo pensamento, foi Confúcio, nascido por volta de 500 a.c , portanto contemporâneo de Buda e Lao Tsé. De fato, não se pode falar da sabedoria chinesa, sem citar Confúcio. Há célebres discursos de sua autoria registrados no livro Lunyu. Foi um poeta filósofo que influenciou culturalmente o povo chinês, expandindo essa influência para todo o oriente. Sua frase mais famosa foi: “Todas as coisas possuem beleza, mas nem todos a vêem”. Na Grécia, também no mesmo período da antiguidade, nasceu Sócrates que tornou-se conhecido como o pai da Filosofia. Seus pensamentos eram de tal profundidade que não houve quem não o respeitasse como pensador. Sócrates tornou-se mestre de muitos pensadores de seu tempo e os orientou para os valores universais. Desempenhou alguns cargos políticos e foi sempre modelo irrepreensível de bom cidadão. Seque-se, na cronologia proposta, Alexandre Magno, o Grande, rei da Macedônia (336-323 a.C.), conquistador do Império Persa, foi um dos mais importantes militares do mundo antigo. Alexandre nasceu em Pela, antiga capital da Macedônia. Era filho de Felipe II, rei da Macedônia, e de Olímpia, princesa de Epiro. Era estudioso das ciências, da medicina e da filosofia. Foi rei da Macedônia, dando início à trajetória de um dos maiores conquistadores da História. Destacou-se pelo brilhantismo tático, pela rapidez e eficiência do expansionismo de suas conquistas.
A Alexandre, segue-se outro líder que marcou sua trajetória por suas qualidades aguerridas, Átila – rei dos hunos – (século V). Esse comandante que não conhecia o medo, por onde quer que passasse com seus exércitos, causava tremenda destruição que lhe ensejou o título de Flagelo de Deus.
Em seguida, citamos Gengis Khan, (século XII) o lobo das estepes mongólicas que, após submeter todas as tribos nômades de sua terra, desceu sobre o sul da Ásia como um rolo compressor, cruel e quase imbatível.
No século XVIII, temos Napoleão Bonaparte, personagem histórico que foi responsável pela consolidação da revolução Francesa, comandou muitas conquistas militares e constituiu o que se chamou de Império Napoleônico. Este personagem da história nasceu na Córsega, no ano 1769, mas, com dez anos de idade, foi para França para estudar em uma escola militar. Era um espírito forte e determinado. Fez-se general e depois chefe de governo. Foi um grande líder.
No século XX, um gênio da crueldade Adolf Hitler, foi ditador alemão. Nasceu em 1889, na Áustria. Durante a primeira guerra mundial, alistou-se no exército bávaro, tornou-se cabo e, por duas vezes ganhou a Cruz de Ferro, por bravura. Tempo depois, Hitler ligou-se ao Partido dos Trabalhadores Alemães que, mais tarde tornou-se o partiudo Nacional-Socialista (nazista). Ao longo do tempo, ele foi assimilando as idéias anti-semitas, que as foi insuflando através de seus acalorados discursos contra o acordo de Versalhes e contra o marxismo. Através de manobras políticas, tornou-se ditador da Alemanha. Decidiu exterminar os judeus, estabelecer a hegemonia dos arianos e dominar o mundo. Sua sede de expansão fez eclodir a segunda grande guerra mundial. Sem dúvidas, Hitler foi o flagelo do século XX
Sem demérito para os demais espíritos valiosos que assumiram lideranças incontestáveis, na superfície do globo, louvo, aqui, a memória de Mohandas Karamchand Gandhi – Mahatma, a grande alma indiana (que se constituiu um ícone da Paz no século XX) da qual foi inesquecível apóstolo. Gandhi, revestido de certo estoicismo ético, defendeu a tese da não violência e ergueu o espírito de seu povo contra a dominação da Inglaterra, sem confrontos e sem derramamento de sangue, mas utilizando o mecanismo da ação pacífica, sem reação, ou seja, sem demonstração opositiva, sintetizando, com seu exemplo e sua potencializada liderança, os poderes de Krishna, no âmbito da nação indiana. Hoje, fica bem evidente que, como João Batista foi o precursor de Jesus, Mahatma Gandhi foi o precursor de Sri Sathya “Sai Baba”.do qual falaremos adiante.
Também no século XX, no Brasil, apontamos um grande líder na figura histórica de Getúlio Vargas, que, ainda hoje, é lembrado pelo povo brasileiro.
Por fim, coroando os grandes seres vivos na superfície do planeta, elencamos o Líder Divino, na pessoa de Sri Sathya – SAI BABA. o Cristo vivo entre os indianos, louvado pelo oriente inteiro e com incontáveis simpatizantes espalhados pelo ocidente. O conteúdo de sua tese crística está contida em seus ensinamentos, tais como:. "O amor não age com interesses; o egoísmo é falta de amor. O amor vive de dar e perdoar e o egoísmo vive de tomar e esquecer” Sua vida é um xemplo de amor desinteressado. Ele costuma afirmar "minha vida é minha mensagem" Com relação às religiões, Sai Baba diz: "Deixem que existam diferentes religiões, deixem que floresçam, deixem que a glória Divina seja louvada em todos os idiomas do mundo. Respeitem as diferenças entre religiões e reconheçam-nas como válidas, sempre que estas diferenças não tratem de extinguir a chama da irmandade do homem e a paternidade de Deus."
Nós, que habitamos o planeta Terra, neste momento apocalíptico talvez que tenhamos de nos permitir essas perquirições históricas, quiçá filosóficas, para que nos disponhamos a nos transformar em candidatos à reforma inferior, com o objetivo único de evoluirmos em busca do DEUS que está em nós.


Jansen dos Leiros

quinta-feira, 7 de maio de 2009

NASCER, VIVER E CRESCER INFINITAMENTE


Ao longo da experiência terrena, nós nos deparamos com muitos momentos que nos impactam. De princípio, nos questionamos, tão logo chegamos à pré-adolescência: o que ou quem somos? Por que seguimos as regras ditadas pela vida? Por que temos de nos resguardar dos que nos cercam? Quais as causas motivam os acontecimentos, que os geram, que os fazem ocorrer desde os primórdios do Universo? Por que nos meios sociais não existe, quase nunca, o respeito ao semelhante, principalmente àqueles que já caminharam vida à fora? O que a vida nos reserva? Por que a incerteza do amanhã? Como devemos proceder para mantermo-nos em equilíbrio e harmonizados no seio dos que nos cercam? Feitos esses questionamentos, evidentemente, seguem-se outros em decorrência dos primeiros numa corrente quiçá interminável, que nos envolvem no caos da vida.
Em certo momento da caminhada, as percepções começam a nos socorrer e nós damos início ao processo cognitivo, natural, seqüente e que nos remete, guardadas as devidas limitações do estágio de cada ser, ao entendimento das coisas e à compreensão de porque existem ou acontecem.
Óbvio que nos deparamos, ainda cedo, com uma constatação: Somos diferentes uns dos outros, apesar de guardamos semelhanças. Guardamos os traços da espécie às vezes das raças, outras vezes nos chocamos com as mutações surgidas em decorrência das misturas dos diversos tipos existentes e em relacionamento, outras espontâneas, trabalhadas pelas cadeias cromossômicas, criando novo DNA. Mas, e as diferenças de temperamento, das reações do dia a dia, dos mais variados modos de ser, quando, muitas vezes se guarda um só “berço”, uma mesma descendência sanguínea, uma mesma educação familiar, doméstica, pautadas nos mesmos princípios. Todas essas constatações se constituem motivos de indagação e nos remetem à meditação e à análise dessas coisas, encarecendo respostas, nem sempre nos retornando com as explicações buscadas.
O DEUS que está em nós, sempre nos socorre, na medida de nossos estágios na vida cósmica. Ajusta-nos os impulsos, equilibra os fluxos internos, nos intui procedimentos cautelares pelas vias da automação; às vezes nos conduz por processos por nós desconhecidos na direção de conhecimentos novos, de novas relações; um campo novo com novas vibrações, revestidas, quase sempre, com elementos de natureza didática, direta ou indiretamente, mas sempre objetivando um aprendizado maior.
De fato, não somos marionetes! Mas, de alguma forma, seguimos essas intuições, ajustando-as à nossa racionalidade. Por outro lado, existe um componente oculto e que não trafega por nosso consciente objetivo, que são os projetos encarnatórios, precedentes à vida física construídos em planilhas traçadas em prole nosso crescimento espiritual e elaborado com basde na lei de causa e efeito, que nos libera o agir, através do arbítrio, mas nos condiciona a passar pelo retorno dos resultados magnéticos ou energéticos dessas ações, cujas cobranças são procedimentos espontâneos da própria lei do retorno vibratório, que estão vinculadas ao peso da intencionalidade ou da culpabilidade do agir, impulsiva, imprevidente ou intencionalmente perpetrada.
Dito isso, enfeixemos esta mensagem com a assertiva de que o HOMEM há de conhecer-se e, em se conhecendo, há de se conscientizar da necessidade das múltiplas adequações à realidade cósmica, ou, se quiser,às leis universais, em busca de DEUS, em si mesmo. Assim, quando as vibrações desse DEUS eclodirem em nós, passaremos a ser uníssonos com ELE, mesmo que a distância que nos separa da anjelitude, nos leve ao infinito da eternidade.
Vespasiano, através de Jansen dos Leiros

segunda-feira, 27 de abril de 2009


DE REPENTE, NAVES NO CÉU...

O céu estava estrelado e uma aragem suave corria pela relva dos campos. Não saberia precisar a hora, mas supunha que fosse perto da meia noite. Olhei o topo da colina e imaginei, também, que estava muito próximo de antigo mirante, de onde poderíamos visualizar o vilarejo de Betúlia, famosa por sua produção de farinha de mandioca.
Finda a elevação, alcancei o velho mirante e me acomodei num dos bancos, cujo espaldar fora construído em talhes anatômicos, os quais permitia a quem ali sentasse, ficar bem acomodado, enquanto olhasse o céu ou ficasse a curtir o silêncio das noites.
A quietude era a moldura daquela paisagem noturna, acariciada pelo cheiro suave das flores silvestres, que a pseudo primavera presenteava àquele lugar santificado
pelas aparições momentâneas de fugazes e pretensos meteoritos, ou, quem sabe, objetos aéreos não identificados, em suas evoluções desconcertantes, aos olhos dos que os visualizassem naquele recanto escolhido para o exercício da reflexão e da paz.
Para minha satisfação, naquele memorável final de semana, fora hóspede de um fidalgo fazendeiro, possuidor de vasto conhecimento das ciências herméticas do oriente, versátil possuidor de conhecimentos médicos especializados, emérito professor universitário e reconhecido pesquisador na área dos assuntos interplanetários.
Naquele sábado, enquanto meu anfitrião recebia ilustres visitas na casa sede da fazenda, sai na direção do mirante e meu objetivo era ficar expectante e registrar qualquer aparecimento de objetos voadores diferentes das naves terrenas.
A luz polarizada da lua crescente me permitia ver os movimentos das flores silvestres, balançadas pelo vento tênue, quando, de repente, surgiram no céu nada mais, nem nada menos, que cinco objetos voadores em formato de um prato virado para baixo, rodeados de escotilhas luminosas, numa altura aproximada de cem metros. A formação descreveu um círculo de trezentos e sessenta graus e parou em minha frente, quando uma delas, verticalmente, desceu até a superfície, apoiada numa espécie de trem de pouso magnético, como se fossem, de fato, pilares luminosos e parou, fazendo sair algo parecido com uma rampa
Uma porta frontal abriu-se e um ser de aparência humana, desceu, acompanhado de mais dois seres semelhantes, e caminharam em minha direção.
Aquele que vinha à frente do grupo tinha a feição de um homem nórdico. Era branco, aparência andrógena, parecendo ter dois metros de altura. Os demais se assemelhavam a ele. Suas aparências eram pacíficas e serenas. O que estava à frente parou, fez um gesto cordial de saudação, levantando o braço direito e esboçando um sorriso.
Agora, eu poderia constatar que de seus corpos, fluía uma leve luminosidade azul clara, à guisa de áurea. Quando alcançou uma distância de dois metros, aquele que me saudara, fez iluminar-se a região do chamado “centro da terceira visão” e concentrou aquele terceiro olho em meus olhos, como se penetrasse no mais íntimo de meu “EU”. Aquele centro iluminado pareceu emitir sons, como se verbalizasse o seguinte:“Eu, Athon e meu DEUS interno universalmente te saudamos em nome da harmonia cósmica. Somos de Orbum”
Apesar de haver buscado aquele encontro, confesso que me encontrava um tanto aturdido, pelo inusitado, que simplesmente falei: “Eu, ION, também, saúdo a vocês todos, em nome do DEUS Amantíssimo”
Houve um instante mútuo de expectativa, porém, o provável comandante daquela nave, voltou a emitir as vibrações, como anteriormente: “Meu irmão galáctico, nossa missão se prende à iminente vinda de Jesus, nosso amado Avatar Crístico. Nossa tarefa é proteger o espaço aéreo e astralino deste planeta, até que tudo volte à normalidade, após a descida prevista. O que buscamos através dos contatos que planejamos efetuar com seres que vibrem em nosso diapasão de amor cósmico, tem o objetivo precípuo de estabelecer pontos de apoio entre os humanos, além daqueles que há muito foram destacados, missionariamente, para proceder na conformidade com o planejado pelas hierarquias celestiais. Inicialmente, pedimos que estabeleçam centrais de apoio vibratório, com o fim específico de permitir alimentar as correntes mais densas de nossos colaboradores terrenos, fortalecendo as reservas mantidas para a devida utilização, se necessário se fizer. Mas, quero tranqüilizá-lo de que elas são só “uma reserva” para o caso de haver necessidade, circunstância que nos parece remota.
Se bem que não estejas lembrado, agora, este contato já estava programado e nós o atraímos. No futuro conhecerás os mecanismos utilizados. Já és um dos nossos
Com o presente contato, o irmão já reteve a energia suficiente para assegurar-se de nossa efetiva ligação conosco. Caso necessite nos contatar, é somente vibrar o mantã IEVE e ligar-nos-emos imediatamente, quando ouvirás minhas emanações. Fraternalmente gratos por acudir ao nosso convite, te saudamos em nome do AMANTÍSSIMO.
Senti-me como se estivesse em transe mediúnico ou saindo dele. Fiz alguns exercícios de respiração para harmonizar-me comigo mesmo e iniciei a caminhada de retorno à sede da fazenda de meu amigo.
A noite passou sem que eu conseguisse dormir, pensando, pensando, pensando. Uma leveza profunda tomou conta de mim. Senti-me em Paz! Orei a Jesus agradecendo a oportunidade que me fora concedida e, a partir daquele momento, passei a cultuar de maneira vertical o desejo de reintegrar-me ao Pai, no topo de sua essência, alijando de mim o fardo de minhas imperfeições, para, em lugar delas, eclodir o AMOR CÓSMICO, celestial, divino, que nos conduz à felicidade e à harmonia eternas.

Jansen dos Leiros

“SONHEI QUE ESTAVA SONHANDO...”


Certa manhã de domingo, recebi a agradável visita de meu amigo ION que, no sábado anterior, havia me informado de sua vinda à minha casa, naquele dia. Depois dos cumprimentos costumeiros e informais, sentamo-nos, comodamente, em meu escritório e ele, após haver respirado profundamente, me falou:
“Amigo, tenho algo a te revelar de teor algo estranho. Utilize a notícia como lhe convier” Ajeitou-se na cadeira e continuou: “Sonhei que estava sonhando. O ambiente que visualizava era belíssimo. Uma vasta campina, permeada de pequenas elevações,. Onde a vegetação era diversa daquela existente na campina. Dava-me a impressão de que a natureza havia desejado decorar a paisagem com uma diversidade que possibilitasse um equilíbrio ecossistêmico. Isso porque duas coisas me chamavam a atenção. Primeiro, dos arbustos existentes pendiam orquídeas de majestosos formatos e de cores belíssimas, atraindo bandos de pequenas aves, também, multicoloridos. Percebi que aqueles pássaros, em revoada, preservavam as flores, pois as circundavam sem tocá-las. Era como se elas lhes transmitissem alguma energia especial, tonificante, sei lá...algo energético.
Permitindo-me uma visão panorâmica, o ambiente me fez refletir que aquelas pequenas ilhas arbustivas, tivessem sido ali colocadas estrategicamente, pois, no todo, suas posições formavam uma figura geométrica, hexagonal, como que a sinalizar um ponto específico de aterrissagem de naves interplanetárias, ou algo semelhante. Passei a ficar atento. Depois, senti-me volitar em direção da pseudo ilha mais próxima e, alcançando certa distância me dei conta da beleza das flores, distinguindo algumas orquídeas. Era catléias, dendróbios, laélias, epidendros, brassávolas e uma extensa variedade de oncídios, maravilhosamente belos, liberando perfumes de agradabilíssimas fragrâncias Entre as aves, distinguia muitas por nós conhecidas aqui no Nordeste brasileiro, como golinhas, pintassilgos, primaveras, azulões, bigodinhos, papas-capim, curiós, canários da terra e gaturamos. O canto mavioso dessas aves, parecia formar uma extasiante harmonia orquestral em execução indescritível. Aquilo tudo, no conjunto, me remetia a um pequeno paraíso.
Fez uma pausa e continuou: “Tomei consciência de que estava sonhando e me cuidei para não desviar minha atenção, desejando que todos aquelas impressões fossem remetidas ao meu consciente objetivo, guardando-as com fidelidade. Continuei lúcido. Nada ocorrera que pudesse desativar aquele processo de transferência. Nenhum registro foi deletado. Quando me senti ajustado naquele processo, que já havia vivenciado anteriormente, tive a alegria de ouvir uma voz, já conhecida. Era a voz de um amigo de Orbum que me saldava amorosamente, para depois continuar dizendo: “Meu irmão, este é mais um dos mecanismos que podemos usar para nos comunicar contigo. Utilizamos teu “EU”, projetado do corpo durante o sono físico, para te trazer novas informações. Aqui, livre das amarras de tua vestimenta corpórea, tens ampliadas tuas percepções, tua sensibilidade, teus reflexos, enfim, tuas potencialidades. O que estás vendo aqui, é uma de nossas estações de pouso interplanetário, hexogenamente sinalizada para nossas descidas, com a diferença de que estás vendo uma projeção da dimensão terrena. Nossa passagem hoje, tem a finalidade precípua de te informar que este será nosso ponto de encontro, sempre que não pudermos nos ver em tua dimensão. E, também, para te lembrar que guarda em ti a certeza de que o retorno do Mestre está cada dia mais próximo e que as hierarquias conta com teu concurso harmonioso. A partir daí, não ouvi mais o amigo que silenciou e sumiu. Eis o que vim relatar.O amigo despediu-se, visivelmente introspectivo e acenou do portão. Fiquei meditativo e aqui desempenho meu papel de transmissor.


Jansen dos Leiros

segunda-feira, 20 de abril de 2009

PAINÉIS DA VIDA ETERNA

“Somos todos partícipes de uma mesma corrente, emanada do PAI”, teria dito Jesus a José de Arimatéia, que arguira o Mestre sobre sua origem “DIVINA”.
Segundo os orientais iniciados no ocultismo milenar, “o homem veio de DEUS e para ELE retornará pela evolução do EU individualizado”. Para acoplar a essa máxima, pinçaríamos outra, cuja origem tem mesma fonte, a fim de atender à nossa ansiedade cognosciva. Ela que diz: “DEUS é a essência da vida de tudo em seus universos”, ou seja, é o TODO. Essas duas assertivas, apesar das limitações do córtex cerebral humano, nos remetem à compreensão do que seja “vida eterna”. De fato, se antes já fazíamos parte do PAI, no todo de sua energia divina e eterna, ao “nascermos” Dele, sofremos um processo de individualização e, no giro espiral, ascendente e expansivo, retornaremos para ELE. Nos reintegraremos ao bojo de DEUS, na plenitude de nossa individualidade cósmica, preservando os valores adquiridos ao longo da caminhada evolutiva e eterna. Seremos e estaremos UNOS com o PAI. Nos reintegramos a ELE com o acervo de conhecimentos e experiências amealhadas ao longo da jornada do desenvolvimento espiritual. Isto é, eclodimos do PAI, simples e ignorantes para retornarmos à essencialidade DIVINA, na pujança de nosso EU cósmico.
Riquíssima, pois, sob todos os aspectos informativos, além do profundo conteúdo filosófico, é a obra de Jan Val Ellam, com vários títulos editados, versando sobre a origem do homem, do universo conhecido, do enredo e das tramas da história da humanidade terrena, além das notícias sobre outras, alienígenas. Enfoques sobre o concerto galáctico e algumas estórias que a história não registra.
JESUS e o Druida da Montanha é um desses títulos, cujo conteúdo nos surpreende sobremaneira, pois que nos revela um Jesus desmitificado, profundamente humano e majestosamente divino. Um Deus, partícipe da Unidade Incognoscível que se deixa miniaturizar na condição humana, “para prestar um serviço” a outro Deus – o Deus dos judeus – em território da criação do Deus servido, com o objetivo de elucidar uma humanidade equivocada e o cumprimento do que fora escrito nas páginas sagradas, com uma promessa de retorno à Terra como etapa conclusiva.
O que se lamenta é que a percepção da panorâmica do projeto de Javé, somente venha a ocorrer, para compreensão da grande maioria dos espíritos envolvidos, por ocasião da iminente descida de Jesus, não como homem, mas em sua essência divina para testemunho absoluto da atual humanidade.
O conteúdo desse livro tem o condão de nos despertar para a vida e é, sem dúvidas de equívocos, um efetivo convite à nossa divinização consciente, pela eclosão de nosso anseio interior de retorno à intimidade de DEUS.

Jansen dos Leiros

quarta-feira, 8 de abril de 2009


O JOVEM QUE FALAVA COM A NATUREZA

Ibn Val Mihir era um jovem descendente de sírios libaneses que chegaram ao Rio Grande do Norte nos idos do século dezenove. Sua família se havia adentrado pela região dos santos e chegara à cidade de São Tomé, quando o lugarejo ainda era, praticamente, uma vila. Val Mihir, como era conhecido, chegara aos doze anos de idade com aparência daqueles que haviam alcançado o final da adolescência com ares de certa maturidade, tal a seriedade com a qual fazia as coisas, mesmo sendo uma criança. Seu olhar era profundo, às vezes astuto. Parecia enxergar além das aparências e, quando emitia opiniões, ai sim, chamava ainda mais, a atenção das pessoas que o escutavam. Pelo que se sabia, Val Mihir morava com uns parentes paternos e era tido como pessoa de boa convivência, respeitador, obediente e gostava de ler, não os livros da escola, mas aqueles que encontrava no quarto do avô. Porém, aquele menino era esquivo em certas ocasiões. De quando em vez era flagrado sozinho, olhando o céu, como se falasse com o sol, com as árvores ou com os passarinhos, que pareciam não ter medo dele. Nas cercanias da casa do velho Dibi Amir, neto do pioneiro libanês ali chegado e avô de Val Mihir, havia um “Bem te vi” selvagem (Pitangus sulphuratus), “dono” de um espaço aéreo que abrangia uma dúzia de árvores frondosas, que, sempre ao meio dia, pousava num arvoredo próximo àquela casa,. Como se fora, verdadeiramente, domesticado. Val Mihir aproximava-se dele e começava a falar de forma estranha, suave, envolvendo-o em sua magia juvenil, ao que a ave parecia responder com passos coreográficos que mais pareciam gestuália teatral. Lembravam passos de antiga dança ameríndia, onde as asas batiam freneticamente, abrindo o bico, levantando a cabeça e emitindo um canto de sons corridos, melodiosos, harmônicos, nada parecidos com os do canto próprio daquela ave, nossa conhecida. Era uma rica sinfonia, em agradecimento à amizade do jovem. Depois dele, muitas outras aves aderiram ao convívio de Val Mihir.
Chegados seus quinze anos, o avô lhe presenteou uma flauta doce de puríssimo ébano, a qual havia recebido de um antigo ancestral. Ibn Val Mihir, carinhosamente a chamou de “soprata divina” e quase morreu de alegria e passando a soprar e dedilhá-la diariamente, até sentir-se habilitado a executar melodias, que aprendeu em velhos cadernos guardados, desde a infância, pelo querido avô.
A partir daí, Val Mihir e o “Bem te vi”, passaram a formar um dueto. Logo depois, um quarteto e finalmente uma respeitável orquestra, composta por Val Mihir, como solista, com a flauta doce e toda a família daquela ave fantástica, quase humana, de cujo inusitado conjunto, obtinha suavíssima e canora orquestração, infinitamente bela, preciosa, maravilhosa, encantadora, quase paradisíaca.
Certa vez, Val Mihir resolveu dar um passeio numa serra próxima, onde diziam existir algumas nascentes dos rios da região dos santos (São Gonçalo, Santo Antônio, São Pedro, São Paulo, São Thomé, etc) e lá se foi, em busca dessas nascentes.
Para sua surpresa, o “Bem te vi” o acompanhou na caminhada, levando toda a sua família.
Chegando ao topo da elevação, Val Mihir, depois de limpar o entorno de um frondoso e respeitável umbuzeiro, acomodou-se à sombra daquela árvore e foi cercado por sua orquestra alada, como a lhe pedir que começasse a tocar sua tão maviosa flauta doce, marcando sua presença. Ao longo do concerto, Val Mihir percebeu que das águas que formavam os serpenteastes córregos pareciam flutuarem algumas pequenas bolhas cintilantes e, de repente, ouvira-se uma voz que dizia: Venham sempre aqui, tornem poético este recanto de DEUS, a fim de que possamos, embalados com a doce sonoridade dessas músicas, formar os caudais do gigante Potengi, o famoso “rio grande do norte”. Dê-nos essa alegria!
Surpreso com a manifestação das águas, Val Mihir respondeu: Essa é uma grande idéia, mas nós gostaríamos de seguir você, através de seu leito e ir até à sua foz para conhecer o que até agora não conhecemos. Foi então que Val Mihir, encantado com o inusitado, dormiu à sombra daquela árvore, rodeado de sua orquestra alada e foi-se adentrando naquele mundo onírico, volátil como o próprio ar ou mesmo, como o pensamento, visualizando de muito alto, o percurso que as águas faziam, serpenteando a topografia mutante das variadas regiões pelas quais passava. Com a alma desperta naquele novo mundo, Val Mihir encantou-se mais ainda com as maravilhas que surgiam à sua frente e ali estava a cidade de Natal, linda e maravilhosa, cheirando a menina brejeira, cheia de viço e rodeada de pequenos edifícios, dunas majestosas, bulício de gente, de carros, de buzinas e de andorinhas, querendo mergulhar nas ondas. Naquele momento, Val Mihir despertou em seu corpo, com a voz de Dibi Amir dizendo: acorda meu filho, a tarde já está findando. Sua orquestra já se foi. O sol já se despede e pequenos peixes parecem dizer: Eis ai o homem que falou com as águas ou melhor, que falava com a própria natureza.

Jansen dos Leiros