segunda-feira, 8 de agosto de 2011

u r i o s i d a d e s




"Gentileza Gera Gentileza":  
  
Gentileza é um vocábulo que não tem registro no diciorio de muitos.  
Vejam a hisria abaixo. Salvo por ser gentil com os outros........Que lição!!!

Conta-se uma hisria de um empregado em um frigorifico da Noruega.
Certo dia ao rmino do trabalho, foi inspecionar a câmara frigorifica.
Inexplicavelmente, a porta se fechou e ele ficou preso dentro da câmara.
Bateu na porta com força, gritou por socorro mas ninguém o ouviu, todos
já haviam saido para suas casas e era impossível que alguém pudesse escutá-lo.
Já estava quase cinco horas preso, debilitado com a temperatura insuportável.
De repente a porta se abriu e o vigia entrou na câmara e o resgatou com vida.
Depois de salvar a vida do homem, perguntaram ao vigia por que ele foi abrir a
porta da câmara, se isto o fazia parte da sua rotina de trabalho....
 
Ele explicou:
 
- Trabalho nesta empresa há 35 anos, centenas de empregados entram e saem
aqui todos os dias e ele é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e
se despede de mim ao sair. Hoje pela manhã disse “Bom dia” quando chegou.
Entretanto o se despediu de mim na hora da saída.  Imaginei que poderia ter
lhe acontecido algo. Por isto o procurei e o encontrei...

C U R I O S I D A D E S


É um mistério; ou não...?!

Este ano vamos experimentar quatro datas incomuns ....

1/1/11, 1/11/11, 11/1/11, 11/11/11 e Tem mais!!!

Agarre os últimos 2 dígitos do ano em que você nasceu mais a

idade que você vai ter este ano e a sua soma será igual a

111 para todos!

Por exemplo: o Johnatannasceu em 1981 e vai fazer 30 anos. Portanto: 81 + 30 = 111

ALGUEM EXPLICA O QUE É ISSO ????

É o Ano do dinheiro!!!

Este ano outubro terá 5 domingos, 5 segundas-feiras e 5 sábados.

Isto acontece uma vez a cada 823 anos.

Estes anos são conhecidos como 'moneybags'.












IGREJA CATÓLICA e a COMUNICAÇÃO COM OS ESPÍRITOS



Recentemente foi lançado no mercado cultural um livro mediúnico trazendo as reflexões de um padre depois da morte, atribuído, justamente, ao Espírito Dom Helder Camara, bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife, desencarnado no dia 28 de agosto de 1999, em Recife (PE).
O livro psicografado pelo médium Carlos Pereira, da Sociedade Espírita Ermance Dufaux, de Belo Horizonte, causou muita surpresa no meio espírita e grande polêmica entre os católicos. O que causou mais espanto entre todos foi a participação de Marcelo Barros, monge beneditino e teólogo, que durante nove anos foi secretário de Dom Helder Câmara, para a relação ecumênica com as igrejas cristãs e as outras religiões.
Marcelo Barros secretariou Dom Helder Câmara no período de 1966 a 1975 e tem 30 livros publicados. Ao prefaciar o livro Novas Utopias, do espírito Dom Helder, reconhecendo a autenticidade do comunicante, pela originalidade de suas idéias e, também, pela linguagem, é como se a Igreja Católica viesse a público reconhecer o erro no qual incorreu muitas vezes, ao negar a veracidade do fenômeno da comunicação entre vivos e mortos, e desse ao livro de Carlos Pereira, toda a fé necessária como o Imprimátur do Vaticano.
É importante destacar, ainda, que os direitos autorais do livro foram divididos em partes iguais, na doação feita pelo médium, à Sociedade Espírita Ermance Dufaux e ao Instituto Dom Helder Câmara, de Recife, o que, aliás, foi aceito pela instituição católica, sem qualquer constrangimento.
No prefácio do livro aparece também o aval do filósofo e teólogo Inácio Strieder e a opinião favorável da historiadora e pesquisadora Jordana Gonçalves Leão, ambos ligados à Igreja Católica. Conforme eles mesmos disseram, essa obra talvez não seja uma produção direcionada aos espíritas, que já convivem com o fenômeno da comunicação, desde a codificação do Espiritismo; mas, para uma grandiosa parcela da população dentro da militância católica, que é chamada a conhecer a verdade espiritual, porque "os tempos são chegados", estes ensinamentos pertencem à natureza e, conseqüentemente, a todos os filhos de Deus.
A verdade espiritual não é propriedade dos espíritas ou de outros que professam estes ensinamentos e, talvez, porque, tenha chegado o momento da Igreja Católica admitir, publicamente, a existência espiritual, a vida depois da morte e a comunicação entre os dois mundos.
Na entrevista com Dom Helder Câmara, realizada pelos editores, o Espírito comunicante respondeu as seguintes perguntas sobre a vida espiritual:
Dom Helder, mesmo na vida espiritual, o senhor se sente um padre?
Não poderia deixar de me sentir padre, porque minha alma, mesmo antes de voltar, já se sentia padre. Ao deixar a existência no corpo físico, continuo como padre porque penso e ajo como padre. Minha convicção à Igreja Católica permanece a mesma, ampliada, é claro, com os ensinamentos que aqui recebo, mas continuo firme junto aos meus irmãos de Clero a contribuir, naquilo que me seja possível, para o bem da humanidade.
Do outro lado da vida o senhor tem alguma facilidade a mais para realizar seu trabalho e exprimir seu pensamento, ou ainda encontra muitas barreiras com o preconceito religioso?
Encontramos muitas barreiras. As pessoas que estão do lado de cá reproduzem o que existe na Terra. Os mesmos agrupamentos que se formam aqui se reproduzem na Terra. Nós temos as mesmas dificuldades de relacionamento, porque os pensamentos continuam firmados, cristalizados em crenças em determinados pontos que não levam a nada. Resistem a ideia de evolução dos conceitos. Mas, a grande diferença é que por estarmos com a vestimenta do espírito, tendo uma consciência mais ampliada das coisas podemos dirigir os nossos pensamentos de outra maneira e assim influenciar aqueles que estão na Terra e que vibram na mesma sintonia.
Como o senhor está auxiliando nossa sociedade na condição de desencarnado?
Do mesmo jeito. Nós temos as mesmas preocupações com aqueles que passam fome, que estão nos hospitais, que são injustiçados pelo sistema que subtrai liberdades, enriquece a poucos e colocam na pobreza e na miséria muitos; todos aqueles desvalidos pela sorte. Nós juntamos a todos que pensam semelhantemente a nós, em tarefas enobrecedoras, tentando colaborar para o melhoramento da humanidade.
Como é sua rotina de trabalho?
A minha rotina de trabalho é, mais ou menos, a mesma.. Levanto-me, porque aqui também se descansa um pouco, e vamos desenvolver atividades para as quais nos colocamos à disposição. Há grupos que trabalham e que são organizados para o meio católico, para aqueles que precisam de alguma colaboração. Dividimo-nos em grupos e me enquadro em algumas atividades que faço com muito prazer.
Qual foi a sua maior tristeza depois de desencarnado? E qual foi a sua maior alegria?
Eu já tinha a convicção de que estaria no seio do Senhor e que não deixaria de existir.
Poder reencontrar os amigos, os parentes, aqueles aos quais devotamos o máximo de nosso apreço e consideração e continuar a trabalhar, é uma grande alegria. A alegria do trabalho para o Nosso Senhor Jesus Cristo.
O senhor, depois de desencarnado, tem estado com freqüência nos Centros Espíritas?
Não. Os lugares mais comuns que visito no plano físico são os hospitais; as casas de saúde; são lugares onde o sofrimento humano se faz presente. Naturalmente vou à igreja, a conventos, a seminários, reencontro com amigos, principalmente em sonhos, mas minha permanência mais freqüente não é na casa espírita.
O senhor já era reencarnacionista antes de morrer?
Nunca fui reencarnacionista, diga-se de passagem. Não tenho sobre este ponto um trabalho mais desenvolvido porque esse é um assunto delicado, tanto é que o pontuei bem pouco no livro. O que posso dizer é que Deus age conforme a sua sabedoria sobre as nossas vidas e que o nosso grande objetivo é buscarmos a felicidade mediante a prática do amor. Se for preciso voltar a ter novas experiências, isso será um processo natural.
Qual é o seu objetivo em escrever mediunicamente?
Mudar, ou pelo menos contribuir para mudar, a visão que as pessoas têm da vida, para que elas percebam que continuamos a existir e que essa nova visão possa mudar profundamente a nossa maneira de viver.
Qual foi a sensação com a experiência da escrita mediúnica?
Minha tentativa de adaptação a essa nova forma de escrever foi muito interessante, porque, de início, não sabia exatamente como me adaptar ao médium para poder escrever. É necessário que haja uma aproximação muito grande entre o pensamento que nós temos com o pensamento do médium. É esse o grande de todos nós porque o médium precisa expressar aquilo que estamos intuindo a ele. No início foi difícil, mas aos poucos começamos a criar uma mesma forma de expressão e de pensamento, aí as coisas melhoraram. Outros (médiuns) pelos quais tento me comunicar enfrentam problemas semelhantes.
Foi uma surpresa saber que poderia se comunicar pela escrita mediúnica?
Não. Porque eu já sabia que muitas pessoas portadoras da mediunidade faziam isso. Eu apenas não me especializei, não procurei mais detalhes, deixei isso para depois, quando houvesse tempo e oportunidade.
Imaginamos que haja outros padres que também queiram escrever mediunicamente, relatarem suas impressões da vida espiritual. Por que Dom Helder é quem está escrevendo?
Porque eu pedi. Via-me com a necessidade de expressar aos meus irmãos da Terra que a vida continua e que não paramos simplesmente quando nos colocam dentro de um caixão e nos dizem "acabou-se". Eu já pensava que continuaria a existir, sabia que haveria algo depois da vida física. Falei isso muitas vezes. Então, senti a necessidade de me expressar por um médium quando estivesse em condições e me fossem dadas as possibilidades. É isto que eu estou fazendo.
Outros padres, então, querem escrever mediunicamente em nosso País?
Sim. E não poucos. São muitos aqueles que querem usar a pena mediúnica para poder expressar a sobrevivência após a vida física. Não o fazem por puro preconceito de serem ridicularizados, de não serem aceitos, e resguardam as suas sensibilidades espirituais para não serem colocados numa situação de desconforto. Muitos padres, cardeais até, sentem a proteção espiritual nas suas reflexões, nas suas prédicas, que acreditam ser o Espírito Santo, que na verdade são os irmãos que têm com eles algum tipo de apreço e colaboram nas suas atividades..
Como o senhor se sentiu em interação com o médium Carlos Pereira?
Muito à vontade, pois havia afinidade, e porque ele se colocou à disposição para o trabalho. No princípio foi difícil juntar-me a ele por conta de seus interesses e de seu trabalho. Quando
acertamos a forma de atuar, foi muito fácil, até porque, num outro momento, ele começou a pesquisar sobre a minha última vida física. Então ficou mais fácil transmitir-lhe as informações que fizeram o livro.
O senhor acredita que a Igreja Católica irá aceitar suas palavras pela mediunidade?
Não tenho esta pretensão. Sabemos que tudo vai evoluir e que um dia, inevitavelmente, todos aceitarão a imortalidade com naturalidade, mas é demais imaginar que um livro possa revolucionar o pensamento da nossa Igreja. Acho que teremos críticas, veementes até, mas outros mais sensíveis admitirão as comunicações. Este é o nosso propósito.
É verdade que o senhor já tinha alguns pensamentos espíritas quando na vida física?
Eu não diria espírita; diria espiritualista, pois a nossa Igreja, por si só, já prega a sobrevivência após a morte. Logo, fazermos contato com o plano físico depois da morte seria uma conseqüência natural. Pensamentos espíritas não eram, porque não sou espírita. Sem nenhum tipo de constrangimento em ter negado alguns pensamentos espíritas, digo que cheguei a ter, de vez em quando, experiências íntimas espirituais.
Igreja - Há as mesmas hierarquias no mundo espiritual?
Não exatamente, mas nós reconhecemos os nossos irmãos que tiveram responsabilidades maiores e que notoriamente tem um grau evolutivo moral muito grande. Seres do lado de cá se reconhecem rapidamente pela sua hombridade, pela sua lucidez, pela sua moralidade. Não quero dizer que na Terra isto não ocorra, mas do lado de cá da vida isto é tudo mais transparente; nós captamos a realidade com mais intensidade. Autoridade aqui não se faz somente com um cargo transitório que se teve na vida terrena, mas, sobretudo, pelo avanço moral.
Qual seu pensamento sobre o papado na atualidade?
Muito controverso esse assunto. Estar na cadeira de Pedro, representando o pensamento maior de Nosso Senhor Jesus Cristo, é uma responsabilidade enorme para qualquer ser humano. Então fica muito fácil, para nós que estamos de fora, atribuirmos para quem está ali sentado, algum tipo de consideração. Não é fácil. Quem está ali tem inúmeras responsabilidades, não apenas materiais, mas descobri que as espirituais ainda em maior grau. Eu posso ter uma visão ideológica de como poderia ser a organização da Igreja; defendi isso durante minha vida. Mas tenho que admitir, embora acredite nesta visão ideal da Santa Igreja, que as transformações pelas quais devemos passar merecem cuidado, porque não podemos dar sobressaltos na evolução. Queira Deus que o atual Papa Ratzinger (Bento XVI) possa ter a lucidez necessária para poder conduzir a Igreja ao destino que ela merece.
O senhor teria alguma sugestão a fazer para que a Igreja cumpra seu papel?
Não preciso dizer mais nada. O que disse em vida física, reforço. Quero apenas dizer que quando estamos do lado de cá da vida, possuímos uma visão mais ampliada das coisas.
Determinados posicionamentos que tomamos, podem não estar em seu melhor momento de implantação, principalmente por uma conjuntura de fatores que daqui percebemos. Isto não quer dizer que não devamos ter como referência os nossos principais ideais e, sempre que possível, colocá-los em prática.
Espíritas no futuro?
Não tenho a menor dúvida. Não pertencem estes ensinamentos a nossa Igreja, ou de outros que professam estes ensinamentos espirituais. Portanto, mais cedo ou mais tarde, a nossa Igreja terá que admitir a existência espiritual, a vida depois da morte, a comunicação entre os dois mundos e todos os outros princípios que naturalmente decorrem da vida espiritual.
Quais são os nomes mais conhecidos da Igreja que estão cooperando com o progresso do Brasil no mundo espiritual?
Enumerá-los seria uma injustiça, pois há base em todas as localidades. Então, dizer um nome ou outro seria uma referência pontual porque há muitos, que são poucos conhecidos, mas que desenvolvem do lado de cá da vida um trabalho fenomenal e nós nos engajamos nestas iniciativas de amor ao próximo.
Amor - Que mensagem o senhor daria especificamente aos católicos agora, depois da morte?

Que amem, amem muito, porque somente através do amor vai ser possível trazer um pouco mais de tranqüilidade à alma. Se nós não tentarmos amar do fundo dos nossos corações, tudo se transformará numa angústia profunda. O amor, conforme nos ensinou o Nosso Senhor Jesus Cristo, é a grande mola salvadora da humanidade.
Que mensagem o senhor deixaria para nós, espíritas?
Que amem também, porque não há divisão entre espíritas e católicos ou qualquer outra crença no seio do Senhor. Não há. Essa divisão é feita por nós, não pelo Criador. São aceitáveis porque demonstram diferenças de pontos de vista, no entanto, a convergência é única, aqui simbolizada pela prática do amor, pois devemos unir os nossos esforços.
Que mensagem o senhor deixaria para os religiosos de uma maneira geral?
Que amem. Não há outra mensagem senão a mensagem do amor. Ela é a única e principal mensagem que se pode deixar.

                                            A REVOLTA DE BATU

              (Do Livro “CONTOS DO ENTARDECER” – CAPÍTULO VI – autor: Jansen Leiros – 1983 – FJA)

Adentrando-se pelas florestas litorâneas da Guiné, dominava a tribo Utanda. Era nação numerosa e subdividida em grupos familiares, que fixavam suas tabas às margens dos rios da região, sob o comando geral de Zuluanda, Rei poderoso e bravo.
A vida no continente agitava-se pelas incursões do europeu mercenário e àquela altura o comércio de escravos negros tomava vulto. Em razão disso as tribos litorâneas começaram a interiorizar suas tabas buna corrida de preservação da liberdade comprometida.
Batu era um guerreiro da tribo Utanda. Alto, forte, espadaúdo, expressão dura e altiva, liderava um grupo consangüíneo. Por sua bravura, havendo orientado a retirada da taba para além do rio Bami, reuniu dezenas de guerreiros que, sob seu comendo, dirigiram-se à praia, nas proximidades da enseada mais próxima. Com as cores da guerra, aproximaram-se silenciosamente do acampamento português, situado pouco além do coqueiral. De longe, viam-se as silhuetas de duas caravelas ancoradas a, aproximadamente, cem metros da praia, onde duas barcaças estavam amarradas às pedras.
Batu deslizou pelas areias finas e alvas em direção às barcaças. A noite estava escura e nublada. Os portugueses dormiam. Achegou-se à primeira embarcação e cortou-lhes as cordas. Ficando os pés no chão, fez hercúleo movimento e a barcaça deslizou até às águas, silenciosamente. A mesma coisa fez com a segunda. Ao seu sinal, o grupo caminhou pela escuridão e tomou os botes, rumando para os navios ancorados.
Meia hora depois, abordaram a primeira caravela. Contornaram-na até a corda que pendia do convés, iniciando a subida. Batu subiu na frente, destemido e valente, seguido dos demais.
Tudo era silêncio naquela caravela. O guarda mais próximo dormia a sono solto. Batu, utilizando afiado punhal, despachou-o e seguiu em frente, silencioso qual tigre traiçoeiro.
Seu objetivo era destruir os navios, onde estavam os arsenais portugueses e, depois, enfrentar a marujada de terra. Mas a sorte não estava do seu lado. Os navios não se encontravam vazios; um comando de cinqüenta homens permanecia a bordo. De inopino Batu e seus homens viram-se cercados. Não havendo outra saída, partiram para a luta.
Sangrenta e encarniçada foi a disputa, mas os portugueses, em maior número, terminaram por dominar a situação, prendendo o líder e mais dois guerreiros sobreviventes.
Os porões estavam repletos. Mais de uma centena de negros se acotovelava sobre o piso úmido e sujo dos navios. Amarrados, loucos de indignação, agora se constituíam mercadoria humana.
Era o mês de maio, quando as caravelas chegaram ao porto português. A burguesia esperava ávida o desembarque do gado humano, rumo ao mercado de escravos. Quem, mais sensível, não poderia assistir aquela cena terrível.
Entre os prisioneiros, caminhava Batu. Seu porte era impressionante, quase majestoso. O semblante, porém, traduzia a humilhação que lhe impunham os brancos.
Na manhã do dia seguinte, a praça do mercado estava apinhada de gente. Carruagens e caleças estacionavam ao largo. Teve início o leilão. Quase ao meio-dia, Batu foi leva à mostra. Pela sua estampa, muitos se interessavam por ele. Os lances se sucederam e finalmente nosso personagem foi arrematado por rico senhor de Barcelos. O pobre negro não se continha de tanta indignação. Por dentro blasfemava contra os deuses e preferia morrer a entregar-se à servidão. Mas era o irremediável. As correntes lhe prendiam o pescoço aos pés. Estava manietado e indefeso.
Três anos se passaram de trabalhos pesados e torturas. Batu era rebelde demais e não se continha diante das atrabiliaridades de seu senhor. Inúmeras vezes foi atado ao tronco e açoitado.
No silêncio das noites lembrava-se da terra distante, quando desfilavam em sua retina mnemônica os irmãos da tribo, sua família, sua noiva fogosa e brejeira, de busto empinado e ancas abauladas. O fel do desgosto lhe chegava à boca e ele alimentava uma revolta quase incontrolável.
Certa tarde, burlando a vigilância dos capatazes, o escravo escondeu-se num galpão de mantimentos e esperou o anoitecer para por em prática o plano que urdiu nas noites de vigília. Armando-se com afiado punhal, ceifaria a vida do cruel e desumano senhor.
Terminada a ceia, a criadagem se aproximou do salão para a limpeza costumeira; o negro aproveitou a ocasião e penetrou cuidadosamente na ampla e volumosa biblioteca do casarão, onde Dom Amilcar de Barcelos costumava descansar após as refeições.
Estava a dois passos da cadeira de espaldar alto e trabalhado, prestes a desfechar o golpe fulminante, quando sua mente recordou a cena do navio, momento em que foi aprisionado. Batu exitou e foi nesse instante que tudo aconteceu surpreendentemente. Quatro mãos o agarraram. O negro não reagiu. Eles o haviam seguido.
Manhã alta, Batu estava pendurado ao tronco. Recebera mais de cem açoites. Seu ódio era desmedido. Seu revolta envenenara sua alma. Blasfemava, enquanto seu corpo sangrava e seus olhos injetados já anunciavam pronunciada anemia. À noite, não resistindo, faleceu.
No sono da morte, sentiu-se flutuar sobre a relva de panorâmica colina, até chegar a um recanto arenoso, onde se erguia um prédio de arquitetura muçulmana. Rumou em sua direção e, ao atravessar o portal da construção, viu-se encarnando outra personalidade, agora, um árabe ricamente vestido, barba negra bem cofiada e espessa. Olhar penetrante e altivo, portando reluzente cimitarra. O turbante era de finíssima ceda fenícia; dava-lhe um porte fidalgo e imponente.
Era como se assistisse a um filme do qual fosse o próprio protagonista. Viu-se adentrar-se no belo palácio, passando por luxuoso salão, cujo piso era ricamente decorado e brilhante, e circundado de colunetas rebuscadas. Chegando aos aposentos, dirigiu-se á sacada. Vislumbrava-se um enorme pátio ajardinado e foi nesse instante que o escravo compreendeu seu grande drama.
O pátio estava repleto de pessoas de tipos diversos, na maioria mulheres muçulmanas, aprisionadas e cuidadosamente vigiadas por guardas do governador de Tânger. À sua ordem, uma a uma desfilavam diante de seus olhos lascivos. Aquelas que mais lhe agradavam eram separadas e encaminhadas ao seu harém, as outras, vendidas como escravas, para enriquecer os cofres do poderoso falcão dos desertos.
Batu prostrou-se. Agora entendia as razões de seu sofrimento na existência como escravo. Agora compreendia alguns segredos das leis divinas. Alí, se cumpria a grande lei de causa e efeito e começavam a ter sentido as palavras que ouvira certa vez numa pregação religiosa dos brancos: “A cada um será dado segundo as suas obras.”
Foi então que Batu escutou aquela voz que lhe era intimamente conhecida, doce e meiga, carinhosa e amiga:
“ION, a vida é a mais nobre escola para aqueles que querem crescer. Você tem sofrido muito, mas tem aprendido muito pouco das lições que a providência lhe tem ministrado. Voltarás à Terra. Repetirás a lição. Quem sabe, no entardecer do Ciclo, tu possas constituir o trigo do Bem, na Seara de DEUS.

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“De fato, o Homem tem relutado em absorver as lições ofertadas pelas experiências na vida, na superfície planetária, prendendo-se às ilusões das aparências da horizontalidade, geralmente inócuas. Às vezes, os homens se tornam recalcitrantes, porque não usam os olhos para ver, na profundidade. Nem mergulham nos conteúdos pedagógicos que a verticalidade das lições lhes outorgam, como presentes do dia a dia. Se os homens analisassem a transparência dos exemplos de Jesus, em seu Evangelho, talvez poupassem o tempo que perderam no ontem. E o tempo que possam vir a perder, no trem da eternidade.”



Jansen Leiros






quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Se quiseres...

 
Paulo Roberto Gaefke em 20/07/2011

Quando eu confio, eu sigo,
quando desconfio, eu paro.
Assim é o ser humano, que busca segurança em tudo.
Por isso são poucos os que se arriscam em aventuras.
Poucos são os que desejam atravessar o mar revolto,
os que continuam na escalada da montanha,
os que não param diante da dor.

Por isso contamos nos dedos os que chegaram a Lua,
os que escalaram o Everest,
que construíram com suas próprias mãos, pontes,
viadutos, castelos, hospitais, empresas, etc.
Poucos ainda são os que não aceitam o "não",
os que não melindram diante de uma ofensa,
os que não se abatem diante de um puxão de orelhas.

A maioria ainda tem muito "orgulho disfarçado",
e chora quando o chefe chama atenção,
quando a professora fala dos seus erros,
quando a amiga comenta sobre o seu cabelo!!!
Então temos de um lado, os que vivem para chorar,
os que adoram uma lamentação fácil;
e os que engolem o choro, levantam a cabeça.
e provam para si mesmos, que podem muito mais.

São esses que construíram automóveis,
que fizeram os aviões, que deram razão para a Matemática.
Aqueles que queimaram na fogueira da ignorância,
mas deixaram um legado que não morre.
Hoje, mais uma vez, você tem a oportunidade de escolher,
se quer ficar mais um dia na lamentação inútil,
ou arregaçar as mangas e desafiar tudo e todos,
para mostrar que você pode recomeçar.
vencer o medo e sair na rua,
vencer a dor e trabalhar,
vencer a doença e sarar,
vencer o ódio e amar,
vencer a descrença geral e ser,
ser muito feliz por ser você.


E você, não é POUCA COISA,
você é retrato do criador,
fruto divino de muito amor,
e pode reverter o que quiser,
se desejar, se simplesmente crer.
Seja então, a renovação que você tanto espera.


Seja feliz!









terça-feira, 2 de agosto de 2011

Impacto e Relembranças



Jansen Leiros



Lindas melodias me chegam de mansinho!

Textos pautados, no cerne das canções.

Vão me inundando os campos da memória

E certamente, meu mundo de emoções,



E dessa forma vão criando estórias.

Contexto histórico! Tela de ilusões,

Mas na verdade, eu a vi, na fila.

Cortejo projetado no velho coração.



Eu sei que foram dias do passado!

Dias que trazem essas tais recordações.

Dias revividos de nossos momentos,

Que guardam os bons instantes,

E as lembranças de nossas emoções.



E o cortejo, de repente se esvai!

Passa então às estantes de meu ontem

E me inibem, para que jamais me contem

Sobre o carinho que em mim guardei.



E no refúgio desta minha madrugada,

No desalinho destes meus lençóis,

O meu passado que me traz às lágrimas

Nesta saudade que me deixa a sóis.




A alma do Mundo
   (Chico Xavier)
Quando você conseguir superar graves problemas de relacionamentos,
 não se detenha na lembrança dos momentos difíceis,
 mas na alegria de haver atravessado mais essa prova em sua vida.
Quando sair de um longo tratamento de saúde,
 não pense no sofrimento que foi necessário enfrentar,
mas na benção de Deus que permitiu a cura.
Leve na sua memória, para o resto da vida,
as coisas boas que surgiram nas dificuldades.
Elas serão uma prova de sua capacidade,
 e lhe darão confiança diante de qualquer obstáculo.
Uns queriam um emprego melhor;
outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta;
outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena;
outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos;
outros, ter pais.
Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.
Uns queriam silêncio; outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.
Uns queriam um carro; outros, andar.
Uns queriam o supérfluo;
outros, apenas o necessário.
Há dois tipos de sabedoria:
a inferior e a superior.
A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe
 e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior. Seja um eterno aprendiz na escola da vida.
A sabedoria superior tolera, a inferior julga;
a superior alivia, a inferior culpa;
a superior perdoa, a inferior condena.
Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar!