terça-feira, 26 de julho de 2011


Ouviu falar de 2012 como um ano em que algo ocorrerá?

Bom, por um lado existem várias profecias que indicam esta data como um momento importante da história da humanidade, mas a mais significativa é o término do calendário Maya, cuja profecia foi interpretada de várias formas. Os mais negativos pensam que nesse ano o mundo termina, mas isto não é real, pois sabemos que neste ano começa a Era de Aquário.

Na verdade este planeta está sempre mudando a sua vibração, e estas mudanças intensificaram-se desde 1898, levando a um período de 20 anos de alterações dos pólos magnéticos que não ocorriam há milhares de anos. Quando ocorre uma mudança do magnetismo da terra, surge também uma mudança Consciencial, assim como uma adaptação física à nova vibração. Estas alterações não acontecem apenas no nosso planeta, mas em todo o universo, como a ciência actual tem comprovado.

Informe-se sobre as mudanças das tempestades solares (que são tempestades magnéticas) e perceberá que os cientistas estão a par destes assuntos. Ou pergunte a um piloto aviador sobre o deslocamento dos pólos magnéticos, já que todos os aeroportos foram obrigados a modificar os seus instrumentos nos últimos anos.

Esta alteração magnética se manifesta como um aumento da luz, um aumento da vibração planetária.

Para entender mais facilmente esta questão, é preciso saber que a vibração planetária é afectada e intensificada pela consciência de todos os seres humanos. Cada pensamento, cada emoção, cada ser que desperta para a consciência de Deus, eleva a vibração do planeta. Isto pode parecer um paradoxo, uma vez que vemos muito ódio e miséria ao nosso redor, mas é assim mesmo.

Venho dizendo em mensagens anteriores que cada um escolhe onde colocar a sua atenção. Só vê a escuridão aqueles que estão focados no drama, na dor, e na injustiça. Aquele que não consegue ver o avanço espiritual da humanidade, não tem colocado a sua atenção nesse aspecto.

Porém se liberar sua mente do negativo, abrirá um espaço onde sua essência divina pode manifestar-se, e isto certamente trará o foco para o que ocorre de fato neste momento com o planeta e a humanidade.

“Estamos elevando a nossa consciência como jamais o fizemos”.

Como assim? Não percebe a escuridão?

Vejo-a sim, mas não me identifico com ela, não a temo. Como posso temer a escuridão se vejo a luz tão claramente? Claro que entendo aqueles que a temem, porque também fiquei parado nesse lugar onde apenas via o mal. E por esta razão sinto amor por tudo isso.

A escuridão não é uma força que obriga a viver com mais ruindade ou com mais ódio. Não é uma força que se opõe à luz. É ausência da luz. Não é possível invadir a luz com a escuridão, porque não é assim que o princípio da luz funciona. O medo, o drama, a injustiça, o ódio, a infelicidade, só existem em estados de penumbra, porque não podemos ver o contexto total da nossa vida. A única forma de ver a partir da luz é por meio da fé. Assim que aumentamos a nossa frequência vibracional (estado de consciência), podemos olhar para a escuridão e entender plenamente o que vivemos.

Mas como pode afirmar tudo isso, se no mundo existe cada vez mais maldade?

Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora.

Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada de 100W, verá muita desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que tinha naquele local.

A sociedade está mais iluminada. Isto é o que está acontecendo. E isto faz com que muitas pessoas que lêem estas afirmações as considerem loucura.

Percebeu que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza.

Esta nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas, depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as pessoas precisam mudar física e mentalmente. Devem organizar seus quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz. E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira.

Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não conseguem resolver, já que não provem de uma doença que possa ser diagnosticada.

Dirão que é causado pelo stress. Porém isto não é real. São apenas emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira de anos que agora precisa ser limpo.

Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum tempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem, assistam TV. Não imaginem que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova vibração planetária. No dia seguinte seu sono ficará normal, e não sentirá falta de dormir.

Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível. Para isto não existe tratamento específico – apenas antidepressivos, que farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida.

Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão sentidos com mais intensidade, assim como o amor. Quando aumentamos a intensidade da luz, também aumentamos a intensidade da escuridão, o que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos.

Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos. Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada.

Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões. A ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está acontecendo. Seja um participante activo. Que estes acontecimentos não o deixem assustado, por não saber do que se trata.

Paz e Luz

sexta-feira, 22 de julho de 2011



Dª Dalila e seu Galo


Ficou em minha memória!

Nunca mais eu esqueci,

De Dalila, aquele Galo

Um modelo de matriz.


Fui crescendo e a memória,

Me cobrava noite e dia

Que eu pintasse aquele galo,

Qu’eu por nada o esquecia


Muitos viram aquele galo

Todo branco e bem garboso,

Com seu pescoço pelado,

Se dizendo o Rei Gostoso.


Sete décadas se passaram!

O galo, em minha memória.

Que farei? Pensara eu

P’ro galo passar p’ra estória

 

Cavalete, tela e tintas

O pincel em minha mão,

fui executando o Galo,

construindo uma emoção.

 

Lembrança concretizada

Conclamei Dª Dalila, que

De onde ela estivesse

Eu sabia que viria

 
P’ra festejar nosso galo

Galo Branco do passado

Altaneiro, empertigado

Conclamado em poesia

Eu convidei dª Nídia,

Amiga muito querida,

Minha amiga de infância

Que também guarda lembranças

Do galo da professora.

A zelosa criadora

Daquele galo e do arem,

Acenando do além

Para os agradecimentos

Ao pintor dessas lembranças

Enfocando o argumento,

de que foram as saudades

do tempo do alunado

o permitir fosse gravado

Em tela, seu Galo Branco

que agora está guardado

No cerne dos alfarrábios

Do mais ilustre doutor,

Dr. Beto, de seu Paulo

A quem, merecidamente

eu saúdo com louvor.



Jansen Leiros







quinta-feira, 21 de julho de 2011


CARTA DO SENADOR PÚBLIO LENTULUS AO IMPERADOR

TIBÉRIO CÉZAR, DESCRENVEDO AS CARACTERÍSTICAS

MORAIS E FÍSICAS DE JESUS.

"Sabendo que desejas conhecer quanto vou narrar, existindo nos nossos tempos um homem,

o qual vive atualmente de grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo povo é inculcado o profeta da

verdade, e os seus discípulos dizem que é filho de Deus, criador do céu e da terra e de todas as

coisas que nela se acham e que nela tenham estado; em verdade, ó César, cada dia se ouvem coisas

maravilhosas desse Jesus: ressuscita os mortos, cura os enfermos, em uma só palavra: é um homem

de justa estatura e é muito belo no aspecto, e há tanta majestade no rosto, que aqueles que o vêem

são forçados a amá-lo ou temê-lo. Tem os cabelos da cor amêndoa bem madura, são distendidos até

as orelhas, e das orelhas até as espáduas, são da cor da terra, porém mais reluzentes.

Tem no meio de sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso nos nazarenos,

o seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno, nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face, de uma

cor moderada; o nariz e a boca são irrepreensíveis.

A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, mas separada pelo meio,

seu olhar é muito afetuoso e grave; tem os olhos expressivos e claros, o que surpreende é que

resplandecem no seu rosto como os raios do sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante,

porque quando resplende, apavora, e quando ameniza, faz chorar; faz-se amar e é alegre com

gravidade.

Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes, chorar. Tem os braços e as mãos muito

belos; na palestra, contenta muito, mas o faz raramente e, quando dele se aproxima, verifica-se que

é muito modesto na presença e na pessoa. É o mais belo homem que se possa imaginar, muito

semelhante à sua mãe, a qual é de uma rara beleza, não se tendo, jamais, visto por estas partes uma

mulher tão bela, porém, se a majestade tua, ó Cézar, deseja vê-lo, como no aviso passado

escreveste, dá-me ordens, que não faltarei de mandá-lo o mais depressa possível.

De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém; ele sabe todas as ciências e nunca

estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. Muitos se riem, vendo-o assim,

porém em sua presença, falando com ele, tremem e admiram.

Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes. Em verdade, segundo me

dizem os hebreus, não se ouviram, jamais, tais conselhos, de grande doutrina, como ensina este

Jesus; muitos judeus o têm como Divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei de

Tua Majestade; eu sou grandemente molestado por estes malignos hebreus.

Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles eu o

conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde, porém à

tua obediência estou prontíssimo, aquilo que Tua Majestade ordenar será cumprido.

Vale, da Majestade Tua, fidelíssimo e obrigadíssimo... Públio Lentulus, presidente da Judéia

Lindizione setima, luna seconda.”

(Este documento foi encontrado no arquivo do Duque de Cesadini, em Roma. Essa carta, onde se faz o retrato físico e moral de

Jesus, foi mandada de Jerusalém ao imperador Tibério César, em Roma, ao tempo de Jesus.)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

“Cheguei no Tribunal Cristão, esperei ansioso o meu nome escutar. Um anjo de alpercatas e gibão diz em nordestinês: “Se aprochegue Manezin, venha prá cá, meu bichim. Seus fatos eu vou narrar.”


CORDEL DA SALVAÇÃO – Mané Beradeiro – 2.011





Vai p’ras páginas do Cordel

Jansen Leiros

Cada mente armazena
Na alma e no coração
Um acervo valioso
Que guarda com atenção.
Também pensa no amanhã,
Perguntando, o que será
De mim, quando lá chegar
Nos umbrais da divindade?

Quem vem lá? Vão perguntar!
Se for de bem, diga logo!
Dez minutos, de relógio,
Logo vou lhe entrevistar.
Diga tudo que quiser
E se seu nome é Mané
Será muito bem recebido
 Seja qual seja o partido
Neste posto de triagem.
Só depende da bagagem,
Que tiver no coração,
Será então recebido.

Considerado irmão
São Pedro passa o recibo,
E São Benedito, contrito,
Lhe dá a bênção e, então,
Você vai p’ra sala seguinte.
Mas, tem uma condição:
Vai colocar seu acervo,
a mesa à sua frente,
E, se não for bem eloquente,
Vai perder o seu tesouro,
E vai levar logo um “couro”
P’ra saber se conduzir,
E, jamais me volte aqui,
Sem trazer seus paramentos,
Montado, sim, num jumento,
P’ra chamar bem atenção.
Venha aqui, também descalço,
Não ponha nenhum sapato,
Vestido num matulão.
E nessa hora, então,
Vou levá-lo a Jesus Cristo

Se ajoelhe e bem contrito,
Vá lhe pedindo perdão
Pelo CORDEL preparado
Zelosamente ajustado
Doando-lhe o CORAÇÃO.

“Minhas homenagens ao Mestre Joca Leiros que, dos caminhos e veredas de Macaíba, passou a caminhar sob as estrelas e pelas Estradas do etéreo, onde caminham os anjos e arcanjos da Paz e do Amor de DEUS”.

Ode à batuta do Mestre


Numa tarde que findava, parei pra ver se lembrava

Das Retretas da Pracinha, onde grupo de mocinhas,

Passeavam de mãos dadas, em torno das balaustradas,

“flertando” a rapaziada que seguia na calçada.


No coreto e seu entorno, os rapazes ali ficavam

Escolhendo as parceiras, com as quais sintonizavam.

Assim, ali aguardavam, a Banda do Mestre Joca,

Paquerando com a moçada, oferecendo pipocas


Em torno das quinze horas, a Banda então já descia

Com instrumentos nas mãos – aplausos da freguesia!

Alí, então, se formava, primando pela postura

Em estilo militar, alinhados na estatura.


Mas, o que mais empolgava, era a Batuta do Mestre

Empertigado e altivo, pisando em chão de confete,

Abrindo sua retreta com a linda valsa Ivete

platéia, de moças bonitas, perfumadas e coquetes.


Terminada a Retreta, a Banda logo se foi,

E Com ela o Mestre Joca, sumiu, e tempos depois

Compondo jaculatórias, escreveu muitas estórias

Em peças cheias de glória com Jesus no coração.

Jansen Leiros

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Bosquejo biográfico de

JOÃO VITERBINO DE LEIROS

João Viterbino de Leiros era meu avô materno. Professor da Escola de Artífice de Natal, chefe da Funilaria, musicista. A Tuba como seu instrumento principal. Compositor de música sacra e autor de vários, dobrados, hinos e marchas, dedicou-se às valsas e à regência de corais. Além de sensível musicólogo, João Viterbino de Leiros era possuidor de dotes mediúnicos, promovendo administração de curas magnéticas em pacientes portadores de pequenos incômodos, comuns aos moradores da pequena cidade de Macaíba, onde morava e onde exercia suas faculdades transcendentais.

Mestre Joca, como era carinhosamente chamado pelo povo, tinha acesso a todas as camadas da comunidade. Era maçom, como todos os varões da família (do tronco Fagundes). O Vigário Bartolomeu Fagundes, irmão de sua avó, Duvina Renovata da Rocha Fagundes (nome de solteira) fora o responsável pela iniciação de quase todos os componentes daquela família.

Com os paramentos da maçonaria, ele incorporou os filhos, netos e colaterais aderentes, transmitindo-lhes os ensinamentos da Instituição e sua filosofia milenar.

Com esse perfil, João Viterbino de Leiros (neto do Pe. Antônio Gomes de Leiros) transformou-se em meu ídolo.

Professor nato e pedagogo por transferência genética, aproveitava todo e qualquer momento vago para repassar seus conhecimentos, parte adquirido nos bancos escolares, parte pelo aprendizado empírico que sedimentou seu acervo respeitável.

Sem dúvidas, João Viterbino de Leiros foi o responsável pela projeção da família, a partir de suas próprias qualidades e, líder desde rapazola, conquistou uma série de seguidores, principalmente no seio da família.

Possuidor de bela oratória, onde harmonizava o sacro e o maçônico era um metafórico por excelência e foi ele que me conduziu aos estudos dos textos sagrados, da filosofia maçônica e, principalmente, foi ele quem me iniciou nos conhecimentos da Doutrina dos Espíritos, a partir do pentatéutico kardequiano.

Minhas homenagens ao Mestre Joca Leiros que, dos caminhos e veredas de Macaíba, passou a caminhar sob as estrelas e pelas

Estradas do etéreo, onde caminham os anjos e arcanjos da Paz e do Amor de DEUS.

quarta-feira, 13 de julho de 2011


BALADAS ONÍRICAS

EM TEMPOS TROIANOS

Jansen Leiros


Em brancas nuvens, Príamo adormecera!

Ao lado dele, sonhadora, a sua Hécoba,

Qual se voassem em jardins inebriantes,

com velhos deuses do Olimpo e suas virgens.



Sonhos homéricos, assemelhados às vertigens

embalavam a lascívia da bela eurasiana –

cujo coração entregou-o ao viajante

o velho Ulisses, o velho Rei Cupido.



E nesse sonho, volitava o Rei,

Enaltecido por posturas conhecidas,

Buscando Hécoba, já nas altas madrugadas

Em sedas brancas de lençóis, bem guarnecidos



Penélope, a princesa fascinante!

Vivendo em seu mundo fantasia...

Buscava Ulisses, lá no topo dos desejos

Mas Ulisses, o Viajante em fuga se esvaia



Por oceanos ilusórios – encantados,

O grande viajor fez-se empatia

das ânsias e desejos lancinantes.

Como a princesa da lascívia refletia



Enfim, as duas se encontraram,

Em dimensões distantes desta vida,

Penélope, a procura do marido,

Hécoba, à procura do amante.



Eis entretanto, a grande ironia

Hécoba, a seu lado, tinha o velho rei

Mas, aquele a quem ela amava,

Fez-se nos mares, longe da prenhes,

O grande Ulisses, não retornou, jamais!

Hécoba quedou-se ao esquecimento

E no desterro daquele momento,

Foi fenecendo até não mais sonhar.